7.9.12

Contos Escolhidos, de Carson McCullers





Reúnem-se aqui doze contos de Carson McCullers numa selecção feita por Ana Teresa Pereira.
Embora seja conhecida pelos seus romances, Carson McCullers foi uma notável contista, inserindo-se na tradição sulista da literatura norte-americana.
Carson McCullers dedicou-se aos contos desde os 17 anos, ano em que escreveu «Sucker», tendo muitos deles começando por aparecer em revistas literárias.
As suas capacidades de observação e o seu estilo revelam uma assumida filiação em autores tão diversos como Flaubert e Dostoievski. Julie Harris considerou-a mesmo «uma mulher encantadora e misteriosa que escrevia como um anjo».
Carson McCullers foi reconhecida pelos grandes escritores da sua época. Graham Greene declarou preferi-la a Faulkner, e Tennessee Williams disse que a sua obra «não se eclipsará com o tempo, mas irradiará cada vez mais fulgor».

Nova tradução de livro de Cormac McCarthy






Depois da edição de Belos Cavalos (2010, tradução e prefácio de Paulo Faria), a Relógio D’Água editará em breve o segundo volume da Trilogia da Fronteira, A Travessia, também com tradução de Paulo Faria.

Hélia Correia no Diário Câmara Clara






Hélia Correia falou ao programa Diário Câmara Clara de 5 de Setembro sobre a sua última obra, o livro de poesia A Terceira Miséria. O programa pode ser visto aqui.

6.9.12

A Relógio D’Água na revista Ler de Setembro de 2012






No artigo «25 Livros dos últimos 25 anos», tanto Filipa Melo como José Riço Direitinho escolhem Adoecer, de Hélia Correia, mencionando o crítico também Grito, de Rui Nunes.

 

José Guardado Moreira escreve sobre Sonhos e Comboios, de Denis Johnson: «Sonhos e Comboios, de Denis Johnson (n. 1949), autor de Coluna de Fumo (Casa das Letras) ou Filho de Jesus (Ahab), é uma novela extraordinária pela sua capacidade lírica e concisa de dar vida a Robert Grainier, um trabalhador assalariado, que deita mão a qualquer ocupação, de lenhador a faz-tudo. Seguimos o seu percurso de uma vida que acompanha o desenvolvimento do Oeste americano, com a construção das grandes linhas ferroviárias, no início do século passado.»

 

José Mário Silva escreve sobre 50 Poemas, de Tomas Tranströmer: «O livro ilustra quase meio século de produção poética, com textos retirados de 12 livros, sem ordem cronológica. Muito presente está um dos aspetos mais destacados da obra de Tranströmer: a forma como descreve a paisagem e os elementos naturais. Abundam as florestas, as manifestações do inverno, os cenários de neve e ventania. O poeta é capaz de ler uma borrasca de olhos fechados, de discernir os mínimos sinais do degelo, mas também se pode sentir subitamente “desmascarado pelo esplendor do verão”. Agreste, misteriosa, a natureza fascina mas tem um carácter indecifrável — e por isso há lugares ermos que se transformam “numa esfinge”.»

 

É ainda anunciada a publicação do último livro de George Steiner, A Poesia do Pensamento, com tradução de Miguel Serras Pereira.

5.9.12

Livros a sair até final do ano na Relógio D’Água




 

Setembro

Contos Escolhidos, de Carson McCullers
A Travessia, de Cormac McCarthy
A Poesia do Pensamento, de George Steiner
O Próximo Outono, de João Miguel Fernandes Jorge, com gravuras de Pedro Calapez
A Trombeta do Anjo Vingador, de Dalton Trevisan
O Vampiro de Curitiba, de Dalton Trevisan, com prefácio de J. Rentes de Carvalho


Outubro

Anjos, de Denis Johnson
A Rapariga sem Carne, de Jaime Rocha
Migalhas Filosóficas, de Soren Kierkegaard
Ada ou Ardor, de Vladimir Nabokov
Uma Antologia Improvável – A Escrita das Mulheres (1500-1830), com organização de Vanda Anastácio
 

Novembro

As Nuvens e o Vaso Sagrado, de Maria Filomena Molder
Os Cães e os Lobos, de Irène Némirovsky
O Poder do Pensamento, de Giorgio Agamben
Nos Trópicos sem Le Corbusier, de Ana Vaz Milheiro
Plataforma, de Michel Houellebecq
Henrique IV (Parte I) e Henrique IV (Parte II), de William Shakespeare
Riso na Escuridão, de Vladimir Nabokov

 

Dezembro

Ulisses, de James Joyce
Guerra e Paz, de Lev Tolstoi

José Gil entevistado por Fátima Campos Ferreira





José Gil foi convidado por Fátima Campos Ferreira a «auscultar o pulsar da Nação» no programa Edição Especial, da RTP1. O programa pode ser visto aqui.

4.9.12

Relógio D'Água edita Dalton Trevisan





A Relógio D’Água vai editar nos próximos meses o essencial da obra de Dalton Trevisan, Prémio Camões de 2012 (atribuído por unanimidade do júri constituído por Rosa Maria Martelo, Abel Barros Baptista, Ana Paula Tavares, João Paulo Borges Coelho, Alcir Pécora e Silviano Santiago).
Os primeiros livros de contos a publicar serão O Vampiro de Curitiba, prefaciado pelo escritor J. Rentes de Carvalho, A Trombeta do Anjo Vingador e Guerra Conjugal.
Seguem-se, no início de 2013, Novelas Nada Exemplares, O Rei da Terra e o romance A Polaquinha.
Será igualmente reeditada uma obra do autor publicada em 1984 pela Relógio D’Água, Cemitério de Elefantes, com o prefácio então escrito por Fernando Assis Pacheco.


«Provavelmente o maior contista brasileiro do século xx
Abel Barros Baptista


«E para nos dar esta Curitiba povoada por estes curitibanos tragicómicos, a um pêlo do pícaro, Dalton Trevisan foi-se à eloquência e cravou-lhe a faca. Ironia, elipse, nenhuma cedência ao romantismo nem ao realismo mágico, aí estão outras armas brancas do escritor, afiadas à secretária-mesa-de-cela-monacal.»
Fernando Assis Pacheco, Prefácio a Cemitério de Elefantes, 1982

«Nesses contos e novelas, diria que Dalton Trevisan se antecipou à geração brasileira dita do mimeógrafo ou marginal na captação dessas cenas do quotidiano, entre o trágico e o pícaro, como se antecipou às gerações mais modernas até na concisão.»
Arnaldo Saraiva, JL, Junho de 2012

Dalton Trevisan (…) pertence ao movimento de total renovação que transformou a literatura latino-americana, até recentemente considerada marginal e provinciana numa das mais experimentais da actualidade.
Meticuloso, um tanto obsessivo, Dalton Trevisan persegue as sujas pegadas das suas personagens. As suas histórias (como certas narrativas de Melville e Kafka na interpretação de Borges) apresentam “fantasias de conduta”.»
E. Rodriguez Monega, The New York Times Book Review

«… as suas curtas e irónicas epifanias atingem a revelação das elípticas personagens de Maupassant e Tchékhov.»
Bruce Allen, Library Journal

«Existe forte veio de erotismo nestas histórias. Não é exibicionista, mas funcional para as intenções do autor. É mesmo o símbolo absurdo da cidade, dos seus estreitos e confinados horizontes.»
Thomas Lask, The New York Times

«O dom de Dalton Trevisan é a habilidade de escolher e destacar um único momento, um lampejo, poucas linhas de diálogo, e projectar artisticamente esse microcosmo de vida.»
Robert A. McLean, Boston Globe

A reacção que se tem ao ler Trevisan é uma espécie de raiva. Raiva da perfeição da discrição do autor, da sua absoluta invisibilidade moral, quando sabemos que ele deve estar espreitando, escondido atrás do seu estilo.»
Michael Wood, The New York Times Book Review

«Todas essas histórias sugerem que Curitiba, ao lado da Macondo de Gabriel García Márquez, deverá em breve surgir nos mapas dos norte-americanos que admiram a arte narrativa da América Latina.»
Alan Cheuse, Los Angeles Times