José Gil foi convidado por Fátima Campos Ferreira a «auscultar o pulsar da Nação» no programa Edição Especial, da RTP1. O programa pode ser visto aqui.
5.9.12
4.9.12
Relógio D'Água edita Dalton Trevisan
A Relógio
D’Água vai editar nos próximos meses o essencial da obra de Dalton Trevisan,
Prémio Camões de 2012 (atribuído por unanimidade do júri constituído por Rosa Maria
Martelo, Abel Barros Baptista, Ana Paula Tavares, João Paulo Borges Coelho,
Alcir Pécora e Silviano Santiago).
Os primeiros livros
de contos a publicar serão O Vampiro de Curitiba, prefaciado pelo escritor
J. Rentes de Carvalho, A Trombeta do Anjo Vingador e Guerra Conjugal.
Seguem-se, no
início de 2013, Novelas Nada Exemplares, O Rei da Terra e o
romance A Polaquinha.
Será
igualmente reeditada uma obra do autor publicada em 1984 pela Relógio D’Água, Cemitério
de Elefantes, com o prefácio então escrito por Fernando Assis Pacheco.
«Provavelmente
o maior contista brasileiro do século xx.»
Abel Barros Baptista
«E para nos
dar esta Curitiba povoada por estes curitibanos tragicómicos, a um pêlo do
pícaro, Dalton Trevisan foi-se à eloquência e cravou-lhe a faca. Ironia,
elipse, nenhuma cedência ao romantismo nem ao realismo mágico, aí estão outras
armas brancas do escritor, afiadas à secretária-mesa-de-cela-monacal.»
Fernando Assis Pacheco, Prefácio a Cemitério de Elefantes, 1982
«Nesses
contos e novelas, diria que Dalton Trevisan se antecipou à geração brasileira
dita do mimeógrafo ou marginal na captação dessas cenas do quotidiano, entre o
trágico e o pícaro, como se antecipou às gerações mais modernas até na
concisão.»
Arnaldo Saraiva, JL, Junho de 2012
Dalton
Trevisan (…) pertence ao movimento de total renovação que transformou a
literatura latino-americana, até recentemente considerada marginal e
provinciana numa das mais experimentais da actualidade.
Meticuloso,
um tanto obsessivo, Dalton Trevisan persegue as sujas pegadas das suas
personagens. As suas histórias (como certas narrativas de Melville e Kafka na
interpretação de Borges) apresentam “fantasias de conduta”.»
E.
Rodriguez Monega, The New York Times Book Review
«… as suas
curtas e irónicas epifanias atingem a revelação das elípticas personagens de
Maupassant e Tchékhov.»
Bruce Allen, Library Journal
«Existe forte
veio de erotismo nestas histórias. Não é exibicionista, mas funcional para as
intenções do autor. É mesmo o símbolo absurdo da cidade, dos seus estreitos e
confinados horizontes.»
Thomas
Lask, The New York Times
«O dom de
Dalton Trevisan é a habilidade de escolher e destacar um único momento, um
lampejo, poucas linhas de diálogo, e projectar artisticamente esse microcosmo
de vida.»
Robert A. McLean, Boston Globe
A reacção que
se tem ao ler Trevisan é uma espécie de raiva. Raiva da perfeição da discrição
do autor, da sua absoluta invisibilidade moral, quando sabemos que ele deve
estar espreitando, escondido atrás do seu estilo.»
Michael
Wood, The New York Times Book Review
«Todas essas histórias
sugerem que Curitiba, ao lado da Macondo de Gabriel García Márquez, deverá em
breve surgir nos mapas dos norte-americanos que admiram a arte narrativa da
América Latina.»
Alan Cheuse, Los Angeles Times
31.8.12
A Relógio D'Água no ípsilon de 31 de Agosto
No
suplemento ípsilon do Público de 31 de Agosto, Rui Lagartinho
escreve sobre Infância, Adolescência e Juventude, de Lev Tolstói:
«O
narrador chama-se Nikolai como o autor, mas desde o início que não é seguro que
as duas peles estejam coladas. Tolstói faz deste seu primeiro livro um enorme
balão de ensaio de um estilo e de uma voz própria. Procura uma disciplina,
tenta afirmar uma independência de espírito através da autocrítica e da prática
da introspecção dos seus variados e mutantes estados de alma. Oferece-se a si
próprio a liberdade suprema de injectar ficção num texto que segue as regras da
autobiografia sem o ser.»
No
mesmo suplemento, Helena Vasconcelos escreve sobre Oficiais e Cavalheiros,
de Evelyn Waugh, segundo volume de uma trilogia cuja primeira parte (Homens em Armas) será em
breve editada pela Relógio D’Água:
«Waugh
afasta-se decisivamente do idealismo de, por exemplo, Rudyard Kipling e Rupert
Brooke, que exaltaram fervorosamente a “grandeza” dos combatentes e das batalhas em que a “honra” e a “glória” eram ponto de ordem (…), concentrando-se, tal
como [Joseph] Heller, no absurdo da burocracia militar, na falta de preparação
de muitos líderes, na banalidade da morte e no caos que se instala num sistema
que, à partida, se pretende rigoroso e eficaz. (…)
Estes
“heróis” perdem a sua aura para se revelarem simples seres humanos, sujeitos às
emoções mais banais, num confronto cujo absurdo é magistralmente aproveitado
pelo autor, que aqui, como fez notar o crítico George McCartney, mostra que
pouco lhe interessava corrigir comportamentos pouco éticos, à maneira dos
satiristas tradicionais, mas antes atacar com vigor “as certezas culturais e
metafísicas do seu tempo”.»
Sobre David Copperfield, de Charles Dickens
Na biografia Charles Dickens: A Life, Claire Tomalin escreve sobre David Copperfield: «Uma obra-prima feita pela capacidade de Dickens de trabalhar a sua própria experiência, transformá-la e dar-lhe um poder de mito.»
Sobre Maria Gabriela Llansol
Antes
das Quartas Jornadas Llansolianas de Sintra (29 e 30 de Setembro), o último
número do JL, saído no dia 22 de
Agosto, traz um artigo de João Barrento sobre a situação da edição e divulgação
da obra de Maria Gabriela Llansol intitulado «Llansol: entre mentes e sementes»,
em que, segundo o blogue Espaço Llansol, «se defende a necessidade de manter
viva a chama do texto de Llansol através da edição e da disponibilização
daquilo que de novo existe e tem vindo a ser revelado pelo trabalho do Espaço
Llansol. De facto, esta vontade de dar a conhecer o novo, para além dos livros
publicados, vem da própria Maria Gabriela Llansol nos últimos meses de vida, ao
escolher e disponibilizar textos inéditos dos seus cadernos manuscritos que
alimentaram este blog no seu início.»
30.8.12
No princípio de Novelas Eróticas, de M. Teixeira-Gomes
No
blogue Bibliotecário de Babel, José Mário Silva transcreve os primeiros parágrafos de Novelas Eróticas, de M.
Teixeira-Gomes.
«O Inverno de 1890 foi dos mais ásperos que
flagelaram a Europa durante o século findo, e na Holanda, então — onde eu o
passei quase todo —, país relativamente temperado e malissimamente preparado
para as baixas temperaturas, morria-se de frio. Mas morria-se deveras, isto é:
apareciam com frequência, nas ruas das cidades populosas, criaturas humanas
inteiriçadas e mortas de frio.»
29.8.12
Lanterna Mágica, de Ingmar Bergman, no Câmara Clara
Lanterna Mágica, de Ingmar Bergman, foi assunto no Diário Câmara Clara de 27 de
Agosto. A peça conta com comentários de Margarida Medeiros e pode ser vista
aqui (2m41s).
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