23.7.12

Middlemarch destacado no Público





No Público de sábado, 21 de Julho, Susana Moreira Marques aborda num extenso artigo o romance Middlemarch, de George Eliot: «Middlemarch passa-se nos anos 30 do século XIX, colocavam-se as primeiras linhas férreas e o mundo não seria o mesmo. Fomos procurar a outra cronologia de Middlemarch, quando George Eliot criava uma obra que, quase 150 anos depois, continua a ser considerada um dos maiores romances escritos em inglês. (…)»



«Pouco tempo depois desse Natal e passagem de ano na ilha de Wight, percebeu que a história que escrevia, sobre Dorothea Brooke, uma jovem que queria dedicar a sua vida a algo maior do que ela, seria o primeiro livro de um folhetim que constituiria o romance Middlemarch, e que agarraria Inglaterra desde a primeira linha: “Miss Brooke tinha aquele tipo de beleza que um vestuário modesto parece fazer realçar.”

O sucesso de Middlemarch era extraordinário. Ainda a série não tinha terminado e já Eliot recebia correspondência de leitores que não aguentavam mais não saber o que iria acontecer a Dorothea ou ao Dr. Lydgate.»

20.7.12

Sobre Lanterna Mágica, de Ingmar Bergman





No suplemento ípsilon do Público de 20 de Julho, Francisco Valente escreve sobre Lanterna Mágica, de Ingmar Bergman:

«Lugares e personagens são então revisitados em capítulos que não obedecem a uma cronologia, mas às sensações que se guardaram dos seus momentos, revividos por um autor — um génio, ou como se queira chamar a Bergman — que se reduz à confissão mais humana possível: o medo e o falhanço com que lidou com a sua família, os seus casamentos e os seus filhos (tantos os filhos reais como os filmes e as encenações), preso à insatisfação (ou à neurose) de viver uma vida mortal, finita, logo sem propósito.»

19.7.12

A chegar às livrarias






«M. Teixeira-Gomes, tal como na sua obra se nos apresenta ou tal como em certas personagens se projecta, está longe de ser um gozador desenfreado, à maneira de Casanova, ou um perseguidor do infinito no finito dos corpos, à maneira de Don Juan. Homo eroticus, sim; mas buscando, acima de tudo, a harmonia entre o sentimento e a sensação, o equilíbrio da emoção e da volúpia.

(…) Por curiosa inclinação do seu espírito, se não também do seu corpo, Teixeira-Gomes revela, de facto, impressionantes afinidades com o pensamento grego dos séculos iv e iii antes de Cristo.»

David Mourão-Ferreira, em Aspectos da Obra de M. Teixeira-Gomes





Em Oficiais e Cavalheiros, o capitão Crouchback, dos Alabardeiros, é enviado para o Egipto, quartel-general do teatro de operações do Médio Oriente, durante a II Guerra Mundial. Aí conhece o major Hound, comandante de brigada, um homem que não lhe merece respeito, e o furriel Ludovic, ocupado com o seu diário.

Crouchback vê-se envolvido na derrocada militar e na evacuação de Creta, acção descrita em pormenor numa obra em que o autor emprega delicadamente o seu reconhecido talento satírico.

Oficiais e Cavalheiros é a segunda parte de uma trilogia, Sword of Honour (Espada de Honra), que narra a história de Guy Crouchback, herdeiro de uma família aristocrática em declínio, entre 1939 e 1945, cuja experiência da II Guerra Mundial se relaciona com a do próprio Evelyn Waugh.

18.7.12

Edição de 50 Poemas, de Tomas Tranströmer, no Diário Câmara Clara



Está a chegar às livrarias a antologia 50 Poemas, de Tomas Tranströmer, que recebeu o Prémio Nobel da Literatura em 2011. Francisco Vale, editor da Relógio D’Água, falou ao Diário Câmara Clara de 16 de Julho sobre a edição desta obra. O programa está disponível aqui.

Sobre Sonhos e Comboios, de Denis Johnson





No blogue Bibliotecário de Babel, José Mário Silva publicou a crítica que escreveu para o Atual, suplemento do Expresso, sobre Sonhos e Comboios, de Denis Johnson: «Publicada pela primeira vez há uma década, na Paris Review (em versão ligeiramente diferente), esta novela de Denis Johnson narra o fim de uma época: a da subjugação dos grandes espaços geográficos pela força civilizacional, na América das primeiras décadas do século XX.»

O texto completo pode ser lido aqui.

17.7.12

O Grande Gatsby com nova adaptação cinematográfica





A última longa-metragem de Baz Luhrmann é também a mais recente adaptação cinematográfica de O Grande Gatsby, de F. Scott Fitzgerald. O filme conta com Leonardo DiCaprio, Carey Mulligan e Tobey Maguire nos principais papéis e tem estreia prevista para Dezembro de 2012.




«Eu gosto muito de O Grande Gatsby. É muito intemporal, pois vislumbrou em 1925 aquilo que estaria fora de moda uns anos mais tarde; mas reli-o esta semana e achei-o bom; há prazer e compaixão em cada página.» [Glenway Wescott]

16.7.12

Três livros da Relógio D’Água para «descobrir nas férias»



Entre as obras recomendadas como sugestões de Verão pelo Atual, suplemento do Expresso de 14 de Julho, estão três livros publicados pela Relógio D’Água: Contos Escolhidos, de Isaac Babel; A Ronda, de Arthur Schnitzler; e Barro, de Rui Nunes.

 

«Que força! Que humor! Que maravilha! Uma coletânea de contos de um escritor russo desaparecido prematuramente nas teias do estalinismo, retratos fulgurantes e pícaros da vida russa, desde os pequenos bandidos de Odessa às peripécias da revolução bolchevique.» [Ana Cristina Leonardo]

 

«Médico vienense, Schnitzler escreveu novelas e peças de teatro de cariz freudiano, de tal modo que Freud disse temer que ele fosse o seu “duplo”. A Ronda (1897) é o mais “chocante” dos textos dramáticos de Schnitzler, um carrossel erótico que expõe uma burguesia em decomposição.» [Pedro Mexia]

 

«De um livro autobiográfico seria difícil esperar uma tal força transgressora das convenções da autobiografia e da ficção narrativa. (…) O resultado é um texto grandioso que declara guerra a toda a boa consciência literária que desconhece a exigência de destruir a ordem gramatical do sentido.» [António Guerreiro]