12.7.12

José Gil em revista finlandesa



Na edição de Verão da revista de filosofia finlandesa niin & näin é publicado um artigo de Jarkko S. Tuusvuori sobre José Gil:

«(…) Mas nem os sombrios aspectos políticos e económicos de Portugal, nem o nebuloso tempo de Lisboa, conseguem apagar o sorriso de José Gil. O veterano filósofo, com um ar atento, é um exemplo vivo do poder de pensar. Ou como diria o próprio, seguindo o seu falecido amigo de longa data Gilles Deleuze: “Tornar-se uma forma” é menos importante do que “tornar-se poder”. Apesar de esta citação não se aplicar ao seu próprio desenvolvimento, durante a década de 2000 José Gil tornou-se um dos mais importantes pensadores europeus e talvez o mais popular dos pensadores portugueses. (…)»

11.7.12

Sobre Cartas a Uma Jovem Matemática, de Ian Stewart





No sítio Ciência 2.0 é feita uma sinopse do livro Cartas a Uma Jovem Matemática, de Ian Stewart: «Cartas a Uma Jovem Matemática, como o próprio nome indica, é um conjunto de cartas trocadas entre Meg, uma jovem com um fascínio pela matemática, e um matemático. Desde o final do ensino secundário até se tornar Professora Assistente, Meg vai procurando, através das cartas, debater dúvidas que lhe vão surgindo e conselhos sobre as fases de aprendizagem em que se encontra. (…) Cartas a Uma Jovem Matemática leva-nos a compreender a presença e importância da matemática, métodos usados em investigação, bem como dificuldades que surgem no seu estudo.» [Texto completo aqui.]

9.7.12

A Relógio D'Água no Atual de 7 de Julho de 2012




No suplemento Atual do Expresso de 7 de Julho de 2012, José Mário Silva escreve sobre Sonhos e Comboios, de Denis Johnson, começando por afirmar: «Em menos de cem páginas, Denis Johnson constrói uma narrativa simultaneamente épica e intimista sobre a América da primeira metade do século XX.»

No final da crítica diz: «É também assim que esta novela funciona: em voo picado através das várias idades do protagonista, acumulando sensações e atmosferas, despertando no leitor um “imenso assombro”.»




No mesmo suplemento, o artista plástico Jorge Rocha elege entre as suas escolhas A Arte de Bem Servir, de M. F. K. Fisher, editado pela Relógio D’Água em 2010.

«As obras de Mrs. Fisher tratam de comida e de pessoas, temas que a autora está habilitada para abordar com especial competência. Em primeiro lugar, porque a cozinha é para ela um passatempo e não uma profissão. (…) Em segundo lugar, embora fazendo parte das hostes dos amadores, não deixa de praticar a arte culinária, não se limitando a fazer parte de um clube ou sociedade gastronómica.» [Da Introdução de W. H. Auden]

6.7.12

Somos Livros, revista das Livrarias Bertrand




Somos Livros é uma nova revista das Livrarias Bertrand, de que acaba de sair o número um. Contém um conto inédito de J. Rentes de Carvalho e a história da Bertrand do Chiado. O gerente desta livraria revela um gosto apurado na sua escolha de «cinco romances». Entre eles estão Os Irmãos Karamázov, de Fiódor Dostoievski, Meridiano de Sangue, de Cormac McCarthy, e Pais e Filhos, de IvanTurguéniev, três obras editadas pela Relógio D’Água.

Experimentum Humanum na imprensa da especialidade




No último número da revista Análise Social, o n.º 203, encontram-se três recensões de Experimentum Humanum, de Hermínio Martins, feitas por Viriato Soromenho-Marques, José Luís Garcia e o filósofo brasileiro R. Kinouchi.

O último número da Revista Crítica de Ciências Sociais, de Coimbra, publica também uma longa resenha do livro, assinada por um estudioso brasileiro, Roger Andrade Dutra.

4.7.12

Sobre a edição de James Joyce






No Sol de 21 de Junho, Telma Miguel assina um artigo sobre a edição de James Joyce em Portugal: «(…) a Relógio D’Água presta louvável serviço, naquela que é já a mais importante iniciativa editorial deste ano. Em Janeiro, com tradução de Paulo Faria, saiu o semiautobiográfico Retrato do Artista quando Jovem, romance de formação, editado em 1916, e onde nasce Stephen Dedalus, o alter ego do autor, também presente em Ulisses [que terá ainda antes do final do ano nova tradução, assinada por Jorge Vaz de Carvalho]. Em Fevereiro, com tradução e prefácio de João Almeida Flor, surgiu a edição bilingue de Música de Câmara, o livro de estreia em 1907, coligindo 36 curtos poemas-baladas de amor (…). Recém-chegado às livrarias, acrescente-se Dublinenses, 15 contos de retrato naturalista das gentes de classe média e baixa de Dublin, trabalhado como “um espelho bem polido”, na sua “escrupulosa vulgaridade”, e publicado em 1914.»

 

Ainda acerca de Dublinenses, Telma Miguel escreve: «A ler como um painel mimético da diversidade com que a vida, a corrupção, a paralisia e a morte se exprimem no dia-a-dia da cidade, Dublinenses é a obra mais acessível de Joyce. Nela, assiste-se ao seu treino de todos os sentidos ao serviço do ponto de vista de cada personagem, uma fala iluminada num caminho da infância para a adolescência e a maturidade, em episódios decisivos de vida pública ou interna ou da história moral de um país.»

3.7.12

A Relógio D’Água na Ler de Julho/Agosto de 2012




Nesta edição da Ler, Fernando Sobral escreve sobre O Afável Monstro de Bruxelas ou A Europa sob Tutela, de Hans Magnus Enzensberger: «Ao longo do livro, Enzensberger enumera leis inenarráveis, departamentos criados que ninguém imagina e comissões que têm nomes que ninguém entende.»


No mesmo número, Filipa Melo critica Barro, de Rui Nunes: «Rui Nunes (n. 1947) escreve contra o tempo e contra o fim, transformando a inscrição autobiográfica em barro primordial do que é feito com a linguagem. “De vez em quando, abre-se uma nesga na indiferença do mundo e um freixo torna-se claro, uma sebe, uma ponte, um muro, a pena de uma rola, os lábios, uma palavra. Deus. É ali. E eu vou.”»

 

Numa pequena nota fala-se da obra De Bicicleta, «uma antologia de textos literários sobre o universo das duas rodas».


Ainda na Ler, que regressará em Setembro, quatro críticos habituais da revista escolhem os 25 melhores livros que passaram pelas suas páginas nos últimos 25 anos.
Eduardo Pitta destaca quatro obras publicadas pela Relógio D’Água, a saber: Cenas Vivas, de Fiama Hasse Pais Brandão, Lillias Fraser, de Hélia Correia, Alta Noite em Alta Frágua, de Joaquim Manuel Magalhães, e Invisíveis Correntes, de João Miguel Fernandes Jorge. Hélia Correia é uma autora comum na selecção dos outros três críticos, com Lillias Fraser, por duas vezes (Dóris Graça Dias e Carlos Câmara Leme), e com Insânia, como escolha de Fernando Venâncio.
Carlos Câmara Leme destaca ainda Onde Vais, Drama-Poesia?, de Maria Gabriela Llansol.