20.6.12

De Bicicleta, Livro do Dia na TSF


 
De Bicicleta foi o livro escolhido no programa Livro do Dia de 19 de Junho. Disse Carlos Vaz Marques: «O ciclismo é um desporto simples e popular que nem por isso deixou de cativar intelectuais como o semiólogo Roland Barthes. (…) As bicicletas, no entanto, são muito mais do que apenas máquinas de corrida, como todos sabemos e como esta antologia de textos de grandes autores ilustra de forma clara.»
O programa pode ser consultado aqui.

Sobre Perto do Coração Selvagem, de Clarice Lispector




Maria do Rosário Pedreira escreveu sobre Perto do Coração Selvagem, de Clarice Lispector: «A obra de Clarice é de uma vivacidade estonteante, mas esta Joana de coração selvagem é um bicho de sensações que não lhe fica atrás nem nos deixa descansar um só instante durante a leitura.»
Texto completo aqui, no blogue Horas Extraordinárias.

19.6.12

Sobre Dublinenses, de James Joyce




Na Time Out Lisboa de 13 de Junho, Rui Lagartinho escreve sobre Dublinenses, de James Joyce: «Quase cem anos depois [do ano de publicação], Dublinenses continua tão moderno e visionário que poderia ter sido escrito ontem. Joyce, que sempre teve uma relação difícil com a sua pátria, plasmou para a posteridade um estilo onde a cidade e os seus habitantes se fundem em cada esquina. (…) “Os mortos”, o conto de maior extensão e aquele que se tornou um caso a estudar na obra de Joyce, é a esse título exemplar: o desdobramento entre o que lá está escrito e aquilo que cada um lê no estado de alma das personagens que atravessam aquela festa de Natal continua a ser um desafio para leitores inteligentes.»

18.6.12

Antologia de Tomas Tranströmer na Relógio D'Água




«Lisboa


No bairro de Alfama os carros eléctricos amarelos chiavam
nas subidas.
Ali havia duas prisões. Uma era para ladrões
que acenavam através das grades.
Gritavam, queriam ser fotografados.

“Mas aqui”, disse o guarda-freio com um risinho de
hesitação:
“aqui estão os políticos.” Olhei para a fachada, a fachada, a fachada,
e no último andar, a uma janela, vi um homem
com um binóculo a olhar para o mar.

Roupa que fora lavada secava pendurada ao sol. As pedras dos muros estavam quentes.
As moscas liam cartas microscópicas.
Seis anos mais tarde, perguntei a uma senhora de Lisboa:
“Aquilo era mesmo verdade ou fui eu que sonhei?”»




Em tradução do sueco de Alexandre Pastor, a Relógio D’Água vai publicar, no início de Julho, uma significativa antologia da poesia de Tomas Tranströmer, Prémio Nobel da Literatura em 2011 e um dos grandes poetas nórdicos ao lado de Aspenström, Ekelöf e Martinson.

Na nota introdutória, Alexandre Pastor refere: «Mas não só por isso. Tranströmer é diferente porque começou por não querer viver da literatura. Estudou línguas e é formado em psicologia. Trabalhou em estabelecimentos correccionais com jovens delinquentes, oportunidade única para pôr o pé nos bastidores da sua sociedade.»

A chegar às livrarias





Luigi Pirandello foi contista, romancista e dramaturgo. Algumas das suas peças teatrais derivam de contos, como é o caso de Seis Personagens em Busca de Autor e Para Cada Um a Sua Verdade, que resultaram de A Tragédia de Um Personagem e de A Senhora Frola e o Senhor Ponza, Seu Genro.

Os contos de Pirandello, de que se publica uma selecção de vinte e oito, surgiram em diversos volumes por ele reunidos em Contos para Um Ano, pois tencionava escrever 365.

No final da vida cultivou em particular o género surrealizante de que é exemplo Um Cavalo na Lua.

«A realidade» — afirma o autor de O Falecido Mattia Pascal — «é um engano. Tudo são aparências e, por isso, tudo o que consideramos como verdades são, apenas, coisas instáveis e incertas. Nenhum conhecimento poderá ser considerado como verdade absoluta, pois tudo depende da nossa interpretação dos factos.»




A poesia de Florbela Espanca foi marcada por um erotismo que Jorge de Sena considerou ser «uma das mais importantes expressões de feminino na poesia portuguesa».

O reconhecimento da obra de Florbela Espanca esteve durante anos entregue a um escasso número de leitores e à indiferença da crítica, situação que se alterou quando José Régio a considerou, em 1950, a «maior poetisa portuguesa de qualquer tempo e um dos grandes nomes da nossa poesia moderna».

Patti Smith e Bulgákov




No ípsilon do Público de 15 de Junho de 2012, Vítor Belanciano entrevista Patti Smith por ocasião do lançamento do seu último álbum, Banga.

VB: O seu novo álbum está repleto de alusões e de personagens, a começar pela que dá nome ao disco, Banga. Foram coincidências ou algo que tinha em mente desde o início?

PS: Na verdade, todas essas alusões e personagens foram surgindo durante a feitura do disco. Banga é o nome do cão do livro Margarita e o Mestre de [Mikhail] Bulgákov e surgiu numa altura em que andava a ler quase toda a sua obra. Posso ser muito obsessiva com alguns autores e no caso dele aconteceu-me isso. De alguma forma esse cão simboliza o valor da lealdade que é qualquer coisa que o mundo contemporâneo tende a esquecer e isso agradou-me.

16.6.12

Feira do Livro do Porto: Livros do Dia 17 de Junho



A Interpretação dos Sonhos, de Sigmund Freud
PVP: 30,28 €
Preço Livro do Dia: 18 €

Anna Karénina, de Lev Tolstoi
PVP: 35,33 €
Preço Livro do Dia: 21 €


Livro do Desassossego, de Fernando Pessoa
PVP: 30,28 €
Preço Livro do Dia: 18 €