4.4.12

Quando o título diz tudo




No blogue Meditação na Pastelaria, Ana Cristina Leonardo publicou uma mensagem sobre A Filha do Optimista, de Eudora Welty. O post intitula-se «Perfeito». A conferir aqui.

3.4.12

A chegar às livrarias




«Os Irmãos Karamázov é o romance mais magistral que alguma vez se escreveu, e nunca seremos capazes de apreciar devidamente o episódio do Grande Inquisidor, que é uma das maiores realizações da literatura mundial.»
Do posfácio de Sigmund Freud

«Leio fascinado Os Irmãos Karamázov. Trata-se do mais magnífico livro em que já pus as mãos. (…)»
Albert Einstein, em carta a Paul Ehrenfest

«Ao ler Crime e Castigo, O Idiota, Os Demónios e, sobretudo, Os Irmãos Karamázov, não podemos separa a interpretação filosófica da forma literária. O teólogo e o estudioso da narrativa, o crítico e o historiador de filosofia, marcam encontro no mesmo local.»
George Steiner, Tolstoi ou Dostoievski

«Os Irmãos Karamázov é o maior livro entre todos os que Dostoievski escreveu e é nele que devemos procurar o seu génio.»
Harold Bloom, Génios

2.4.12

A Relógio D'Água na revista Ler de Abril de 2012






José Guardado Moreira escreve sobre Os Anos Doces, de Hiromi Kawakami: «A delicadeza na abordagem das mais profundas emoções, o modo como desabrocham e se transformam em amor profundo têm nestas páginas o perfume e a cor das cerejeiras em flor, tão presentes na vida dos amantes. Pequenos episódios pontuam a narrativa, desde a apanha dos cogumelos a uma estadia à beira-mar, a festa das cerejeiras, passeios nos parques, encontros combinados e outros fortuitos, afastamento e aproximação como num ritual dançado de acasalamento, apontamentos que assinalam os pequenos ganhos de confiança mútua.»




Filipa Melo escreveu sobre Isaac Babel e os seus Contos Escolhidos, a primeira tradução publicada em Portugal: «Nos contos deste escritor russo, agora traduzido para português, o virtuosismo exuberante enraíza-se na esquecida cultura iídiche. A frase ecoa em rodapé. (…) Segundo a tradutora, Nailia Baldé, a coletânea Contos Escolhidos apresenta um mestre da narrativa curta, autor de uma autêntica língua de Babel (em Contos de Odessa, um russo palpicado pela influência do ucraniano, do iídiche, do moldavo, do francês, do hebraico antigo, entre outros idiomas), com um estilo “sóbrio e elíptico” que se distingue “pelo tom irónico e humorístico marcado de repetições, gradações, comparações, metáforas e imagens muitas vezes inesperadas e surpreendentes”.»




Ainda neste número da revista Ler, Fernando Sobral escreve sobre A Classe Média, Ascensão e Declínio, de Elísio Estanque, uma edição da Fundação Francisco Manuel dos Santos e da Relógio D’Água: «oferece-nos uma panorâmica da história da criação e da evolução do conceito, até no âmbito da divisão de classes que a filosofia marxista se encarregou de esmiuçar».




Dá-se ainda conta da chegada às livrarias de 1089 e Tudo o Resto — Uma Viagem pela Matemática, de David Acheson: «Original, lúdico, bem escrito, acessível. Um mimo.»

A Relógio D'Água no Atual de 31 de Março de 2012



No suplemento Atual do Expresso de 31 de Março, Ana Cristina Leonardo escreve sobre O Doutor Glas, de Hjalmar Söderberg: «Glas é bem mais moderno que Raskólnikov. O livro — e não há forma de discordar de [Margaret] Atwood — é, em si mesmo, absolutamente moderno, no sentido em que recorre a todas as estratégias literárias que fazem o grande romance do último século: papel ao inconsciente, derivas narrativas, cortes burlescos, o individualismo dos anti-heróis, a crítica da hipocrisia social, o desejo e o sexo… Tudo isso está em Hjalmar Söderberg, mais os terrores noturnos que terá ido buscar a Poe, exposto sem alarde nem espalhafato, num registo elegante que esconde um vulcão prestes a explodir. Belíssimo.»


No mesmo suplemento, Fernando Pinto do Amaral, comissário do Plano Nacional de Leitura, entre os títulos de livros que mais o entusiasmaram nos últimos tempos, refere Contos Escolhidos, de Isaac Babel.

30.3.12

Paul Verlaine (30-03-1844/08-01-1896)






«Passei o dia a traduzir — seja o meu próprio texto, seja aquele que é o seu. Reparo que estou cansada, mas com trabalho. Escrevi estas linhas na sequência do que ele dizia: “É a alma do lobo que está chorando nessa voz”.» [Maria Gabriela Llansol na nota introdutória a Sageza, de Paul Verlaine, cuja tradução assinou]

Sobre A Filha do Optimista, de Eudora Welty



No suplemento Ípsilon do Público de 30 de Março de 2012, Helena Vasconcelos escreveu sobre A Filha do Optimista, de Eudora Welty: «A estranheza desta narrativa onde quase nada acontece (…) é um milagre de concisão e de contenção minimalista, tendo sido considerada pelos críticos como o trabalho mais subtil de Eudora Welty, a escritora sulista nascida em Jackson, Mississippi, em 1909.»

A Filha do Optimista, de Eudora Welty, Livro do Dia na TSF




«Com A Filha do Optimista, Eudora Welty ganhou o prémio Pulitzer em 1973. A história tinha começado por ser publicada, numa versão mais curta, como um conto, em 1969, na revista New Yorker. Eudora Welty concentra-se sobretudo num minucioso retrato psicológico das suas personagens, num romance em que - tal como no resto da obra da autora - não há espaço para experimentalismos e onde não cabem quaisquer piruetas formais.» [Carlos Vaz Marques no programa Livro do Dia, da TSF, de 28 de Março, que pode ser ouvido aqui]