12.3.12

Clubes de leitura




Está em linha o sítio Clube da Leitura, o «primeiro site social português sobre livros e criação de comunidades de leitores». É um espaço de discussão de livros, que dá acesso a clubes de leitura em várias cidades e lhe permite criar o seu próprio clube de leitura. Existem clubes tão distintos como o da Literatura para Homens Feitos e Mulheres Amadurecidas, com preferência pelos clássicos, como Em Busca do Tempo Perdido ou Madame Bovary, o Clube dos Cafés ou o Clube Jovem. Toda a informação está disponível no sítio Clube da Leitura.

Sobre Middlemarch, de George Eliot





No Sol de 9 de Março, Filipa Melo escreve sobre Middlemarch, de George Eliot: «Virginia Woolf definiu-o como “um dos poucos romances ingleses escritos para gente crescida”. Middlemarch, a ler com zelo de leitor maduro, é uma das mais sagazes criações da literatura inglesa, editada como folhetim entre 1871-72 e em livro em 1874, com imediato sucesso junto do público. Primeiro traduzido em 1956, como A Vida Era Assim em Middlemarch, por Mário Domingues, para a editora Romano Torres, o romance regressa às livrarias, numa excelente tradução de José Miguel Silva e Miguel Serras Pereira.»

A «tradução que honra esta obra-prima do século XIX inglês» é uma edição da Relógio D’Água.

6.3.12

A Relógio D'Água na Ler de Março de 2012




Na edição de Março de 2012 da revista Ler, Hugo Pinto Santos escreve sobre Lagoeiros, de João Miguel Fernandes Jorge: «Esta é uma poesia exímia na criação de brevíssimos enredos, que os versos estilhaçam, distendem, distorcem, até serem um canto distante, um manto subtil sobre a carne — “De / olhos fixos, adivinhava (mais do que via) o sorriso tímido / lábios gretados (qual a escarpa da ilha) e o moço remeiro tocou-lhe no braço // e do lameiro do cais entrou no pequeno barco” (p. 95).»


No mesmo número, José Guardado Moreira escreve sobre Coração de Trevas e No Extremo Limite, de Joseph Conrad: «Duas das mais poderosas histórias escritas por Joseph Conrad (1857-1924) estão reunidas em Coração de Trevas e No Extremo Limite (Relógio D’Água, trad. Margarida Periquito). […] Exageros à parte, a escrita de Conrad possui uma vibração muito própria que nenhum outro antes ou depois dele conseguiu captar, dotado que era para elevar um idioma de comerciantes rudes a ecos de catedral gótica, não erguida em filigrana de pedra, mas de nuvens de tempestade, aromas deletérios, verdes profundos e azuis ominosos, em paisagens tropicais e do Extremo Oriente, nos difíceis mares da consciência humana, dividida entre a abnegação e a vileza.»

Sobre Necrophilia, de Jaime Rocha




No sítio Leitura Gulbenkian, foi apresentada uma recensão de Rita Taborda Duarte a Necrophilia, de Jaime Rocha: «A poesia de Jaime Rocha tem-se revelado, desde sempre, como uma voz autónoma e de certo modo isolada no panorama poético português. Dificilmente conseguimos seguir-lhe o rasto de uma linhagem definida, ou um percurso partilhado com escolas, correntes ou orientações poéticas mesmo que só difusamente determinadas. Sem cedências à facilidade do reconhecimento e à reflexividade referencial convocadas naturalmente pela própria linguagem e pelo pacto de leitura, esta é uma poesia que se ilumina em muito fortes imagens verbais, que logo se recolhem, como o "desenvolvimento da exclamação", de que nos falava Valéry, mas sem o arroubo metafórico ou lírico, que podem estar subjacentes àquelas palavras do poeta francês.» O texto completo pode ser lido aqui.

5.3.12

A Relógio D'Água no Expresso de 3 de Março de 2012




No Atual do Expresso de 3 de Março, Hugo Pinto Santos escreve sobre Middlemarch, de George Eliot: «O equilíbrio destes e de miríades de outros acidentes — “quem observe atentamente a secreta convergência dos destinos humanos vê como lentamente se preparam os efeitos de uma vida sobre a outra” — demonstra a mestria arquitectural deste romance e revela o “elemento de tragédia presente no que é habitual”.»



Também no Atual, Clara Ferreira Alves escreve sobre Guy de Maupassant. «O conto, a sua forma concisa, curta e eficiente, a sua economia narrativa, deve tanto a Tchékhov como a Maupassant, e Maupassant escreveu dezenas de contos e novelas.»


Diz ainda, a propósito de Bel-Ami: «Uma história de poder, dinheiro e de sexo repete-se em ciclo, com cenário diferente e figuras iguais. A linguagem de Bel-Ami assegura a intemporalidade e universalidade, aceitando o humor e recusando a amargura. Maupassant era, como o seu mestre moralista, Flaubert, um escritor de burgueses que desprezava burgueses. Sem a violência proletária de Zola nem o romantismo de Dumas, estas personagens existem num aquário social onde os peixes pequenos são devorados pelos grandes e as mulheres são pequenos peixes coloridos. Georges Duroy, predador promovido a Georges Du Roy, é punido pela insatisfação. Como o seu criador, poderia tomar como epitáfio que tudo desejava e nada lhe dava prazer.» 

José Gil, director do Público por um dia



(fotografia de Daniel Rocha, no sítio do Público)


José Gil foi convidado a dirigir o Público por um dia, o do 22.º aniversário do diário. A edição de hoje apresenta uma «sondagem imaginária» que mostra «o estado da nação e o seu avesso», através de nove áreas definidas pelo filósofo: Educação, Saúde, Saúde Mental, Política, Justiça, Pobreza, Medo, Identidade e Ego. O resultado está disponível gratuitamente nas bancas. O editorial de José Gil pode ser livro aqui.

Ainda a apresentação de A Chegada de Twainy




Para memória da apresentação de A Chegada de Twainy, com texto de Hélia Correia e ilustração de Rachel Caiano, no Espaço Llansol, a 15 de Fevereiro de 2012.