29.2.12

Viver no Fim dos Tempos, de Slavoj Zizek




«Viver no Fim dos Tempos é a mais recente grande obra de Slavoj Žižek, grande pelo seu meio milhar de páginas, grandiosa pelo estilo, e também grande pelo tema. O título apocalíptico não engana inteiramente. O mais célebre marxista dos nossos tempos vem com este livro profetizar o fim do sistema capitalista global, a caminho do seu “ponto-zero apocalíptico”, levado nos ombros de quatro cavaleiros do Apocalipse.» [André Barata no sítio PTNET Literatura, 31-01-2012]

28.2.12

A Filha do Optimista, de Eudora Welty



A Filha do Optimista, o livro que valeu o Pulitzer a Eudora Welty, conta-nos a história de Laurel McKelva Hand, uma jovem mulher que abandonou o Sul, regressando, anos depois, a Nova Orleães, onde o seu pai está a morrer.
Após a morte deste, Laurel e a sua provinciana madrasta regressam à pequena cidade no Mississípi onde Laurel havia crescido. Sozinha na sua antiga casa, Laurel chega a importantes conclusões sobre o seu passado, os seus pais e ela própria.

«O melhor livro escrito por Eudora Welty.» [The New York Times Book Review]

27.2.12

O Tumulto das Ondas, de Yukio Mishima




Passado numa remota aldeia piscatória do Japão, O Tumulto das Ondas é uma história intemporal sobre o primeiro amor. O livro fala de Shinji, um jovem pescador, e de Hatsue, a filha do homem mais rico da aldeia. Shinji sente-se emocionado ao vê-la na praia. Apaixonam-se, mas têm de suportar a calúnia e o mexerico dos aldeãos.

A Relógio D'Água no Atual de 25 de Fevereiro de 2012




No suplemento Atual, do Expresso de 25 de Fevereiro de 2012, Ana Cristina Leonardo escreve sobre Contos Escolhidos, de Isaac Babel: «Os livros são como tudo: há maus, medíocres, sofríveis, bons e excelentes. Contos Escolhidos, de Isaac Babel (1894-1940), pertence à última categoria. (…) Como escreveu a crítica britânica Margaret Drabble, a obra de Babel “cheira a guerra e cavalos, cebolas e arenques, fome e sangue”. A escrita fragmentária, paradoxal, na qual a comicidade casa com a crueldade, sai reforçada por associações surpreendentes, incoerências, repetições, construções em elipse. Regada com um humor mordaz e colorido, é uma escrita telúrica (e, nesse sentido, bem russa) que tanto nos horroriza como nos faz soltar gargalhadas. A prosa é precisa (o mot juste espreita todos os parágrafos), transmitindo, embora, uma espécie de nonchalance que a aproxima do puro jogo.»

Sobre Os Pássaros Brancos e Outros Poemas, de W. B. Yeats




Filipa Melo, no seu blogue, Coração Duplo, disponibiliza o texto sobre Os Pássaros Brancos e Outros Poemas, de W. B. Yeats, originalmente publicado no jornal Sol.

«A complementar a antologia da poesia de William Butler Yeats (1865-1939, Nobel da Literatura em 1923) com tradução de José Agostinho Baptista (Assírio & Alvim, 1996), regressa agora às livrarias uma outra seleção da obra do grande poeta irlandês, esta assinada e traduzida por Maria de Lourdes Guimarães e Laureano Silveira e aumentada em relação à edição original, datada de 1993. Os Pássaros Brancos e Outros Poemas apresenta 70 poemas escritos entre 1889, ano do segundo livro de poesia de Yeats, e 1939, o da sua morte.»

O texto completo pode ser lido aqui.

24.2.12

A Relógio D'Água no Ípsilon de 24 de Fevereiro de 2012




No suplemento Ípsilon, do Público de 24 de Fevereiro de 2012, José Riço Direitinho escreve sobre Contos Escolhidos, de Isaac Babel: «Até agora inédito em livro em Portugal, o escritor Isaac Babel (Odessa, 1894 – Gulag, 1941) é uma das figuras mais enigmáticas do modernismo russo e um dos grandes contistas do século XX, com os seus méritos reconhecidos, entre outros, por Borges e por Harold Bloom. (…) Contos Escolhidos, a impressionante antologia acabada de publicar pela Relógio D’Água, traduzida directamente do russo, reúne cerca de uma vintena de contos, alguns publicados avulso em jornais e revistas, mas sobretudo dos livros Contos de Odessa (1931) e Exército de Cavalaria (1926).»

Apresentação de A Chegada de Twainy




«Esta obra apresenta-nos algumas fadas. Uma delas é irrequieta, curiosa, pensadora e chama-se Twainy. As outras são: Clarice, Sílvia, a Menina-Fungo, Serpenteia. Twainy e Clarice são fadas em transformação, a primeira está em fase de pinóquio porque se afastou da sua comunidade, a segunda, devido à sua paixão por um humano, quer ela própria ser humana. Clarice é também a fada da poesia. (…)
Este texto, evocador de outros textos, como por exemplo Alice no País das Maravilhas de Lewis Carroll, permite a quem o lê o exercício da rememoração num acto de reconhecimento, ou seja, de voltar a conhecer.
A Chegada de Twainy coloca-nos, igualmente, perante um percurso de transformação do interior na sua relação com o exterior. Este percurso é feito num plano desierarquizado com fadas, animais, objectos, humanos e lugares. É um livro destinado a vários leitores e leituras, sobretudo é um livro com pensamento e ramificações para outras áreas do saber desde a história, geografia, filosofia e a literatura. Todas estas artes são evocadas para a concorrência de uma chegada, a de Twainy, que se constitui como um momento de partida e pressupõe novos inícios.»
[Excerto do texto de apresentação de Albertina Pena para A Chegada de Twainy, de Hélia Correia, com ilustrações de Rachel Caiano, no Espaço Llansol.]