22.2.12

Apresentação de A Chegada de Twainy no Espaço Llansol




Na apresentação de A Chegada de Twainy no Espaço Llansol, no passado dia 11 de Fevereiro, Albertina Pena falou do livro para a assistência miúda e graúda, lembrando como nele se sugere que «nas comunidades de pertença, ou no seu afastamento, moldam-se as entidades e os caracteres. Ao viver com plantas fica-se planta, ao viver com gente pequena fica-se pequeno, ao viver com gatos fica-se gato, ao viver de pensamentos fica-se pensamento. Se nos afastamos, criamos ou adquirimos outra forma. Nos percursos de afastamento perdem-se umas características e ganham-se outras. E é sempre certo que procuramos seres de entendimento.» Twainy vai passando por tudo isto e entendendo tudo isto.
Pode ler a notícia completa e aceder a imagens do acontecimento no blogue do Espaço Llansol.

20.2.12

A Relógio D’Água na revista Os Meus Livros de Fevereiro de 2012




Neste número da revista Os Meus Livros, Hugo Pinto Santos escreve sobre O Lago, de Ana Teresa Pereira: «Como noutros livros da autora, existe uma actriz. Jane envolve-se com Tom, seu encenador, de forma aniquiladora, e a criatura transforma-se em personagem, e vice-versa. Uma vez mais, não é o enredo o mais relevante, mas o sortilégio da palavra e a terrível beleza, os lugares (Londres), as paisagens espectrais e nevadas, o culto de certos gestos e artefactos. Mesmo os nomes de capítulos (“Pedaços de Espelho”, “O Outro Lado”) são como segredos selados, vestígios desesperadamente discretos sob os quais parece pulsar o sangue do mistério — “As palavras eram simples, mas sentia as correntes subterrâneas” (p. 19), “Debaixo das palavras, como um curso de água, uma corrente de medo” (p. 33) — tensões que nunca se resolverão. Felizmente.»



Num artigo sobre Gonçalo M. Tavares, João Morales diz de Canções Mexicanas: «… é um fresco povoado por figuras que forçam a fronteira entre uma existência verosímil e uma crueza que surge da sua invenção. Curtos contos, onde impera a economia narrativa mas não a amplitude da sua leitura. “O Cavalo de Quixote, magríssimo / —Metafísico estais. / — Es que no como.”, começa o conto “O Cavalo”, para terminar: “Na quarta vez o padre suicidou-se de outra forma, recomeçou o muchacho, completamente diferente na quarta vez.”»


Neste número da revista Os Meus Livros dá-se conta da chegada às livrarias de Middlemarch, de George Eliot: «Neste romance que é, para muitos, o mais importante romance publicado no período vitoriano (escrito em 1871-1872), Eliot aborda temas fulcrais da vida moderna: arte, religião, ciência, política, carácter, sociedade e relações humanas. A narrativa recorre a diversas personagens: Dorothea Brooke, a heroína; Edward Casaubon, o estudioso; Tertius Lydgate, um médico brilhante de duvidosa moralidade; ou Fred Vincy e Mary Garth, namorados de infância.»


Na lista dos livros disponíveis e recomendáveis nas livrarias consta também Diário de Oaxaca, de Oliver Sacks: «Um dos mais conhecidos investigadores da mente humana (autor do célebre O Homem Que Confundiu a Mulher com Um Chapéu) conta-nos a viagem que realizou com alguns colegas da American Fern Society a Oaxaca, uma província no México. A sua paixão pela história natural, aliada à riqueza da cultura humana, filtradas por um olhar atento e minucioso, resultam numa obra apelativa, que vive da informação sobre o território, a flora e população locais.»

Sobre Canções Mexicanas, de Gonçalo M. Tavares




No blogue Bibliotecário de Babel, está disponível para leitura o texto integral de José Mário Silva sobre Canções Mexicanas, de Gonçalo M. Tavares. A crítica foi publicada no n.º 109 da revista Ler.

Hélia Correia no Câmara Clara




No passado domingo, 19 de Fevereiro, Hélia Correia foi a convidada do programa Câmara Clara, que pode ser visto ou revisto aqui.

17.2.12

Hélia Correia no Câmara Clara




A escritora Hélia Correia vai estar este domingo, dia 19, às 22h30, no programa Câmara Clara, da RTP2, para falar com Paula Moura Pinheiro sobre os seus últimos livros publicados, A Chegada de Twainy e A Terceira Miséria.

16.2.12

José Gil recebe Prémio Vergílio Ferreira


José Gil acaba de receber o Prémio Vergílio Ferreira 2012, atribuído pela Universidade de Évora.
Filósofo e professor universitário, José Gil recebe este prémio devido à relevância do seu pensamento, «contributo singular para uma reflexão profunda sobre a identidade do Portugal contemporâneo».
A cerimónia de entrega decorre a 1 de Março, data da morte de Vergílio Ferreira, na Sala dos Actos da Universidade de Évora. Considerado pelo Le Nouvel Observateur como um dos 25 grandes pensadores do Mundo, José Gil é licenciado em Filosofia pela Faculdade de Letras de Paris, na Universidade da Sorbonne. Coordenou o Departamento de Psicanálise e Filosofia da Universidade de Paris VIII em 1973. Leccionou Estética e Filosofia Contemporânea na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, bem como no Colégio Internacional de Filosofia de Paris e na Universidade de São Paulo.


Em 2004 publicou Portugal, Hoje. O Medo de Existir, que se tornaria a sua obra mais conhecida. Publicou diversas obras na editora Relógio D’Água, a saber: A Crucificada; Fernando Pessoa ou a Metafísica das Sensações; Cemitério dos Desejos; Salazar: A Retórica da Invisibilidade; A Imagem-Nua e as Pequenas Percepções; Metamorfoses do Corpo; Diferença e Negação na Poesia de Fernando Pessoa; Movimento Total; A Profundidade e a Superfície; Sem Título; Monstros; O Imperceptível Devir da Imanência; Ao Meio-Dia os Pássaros; Em Busca da Identidade; O Devir-Eu de Fernando Pessoa; A Arte como Linguagem e O Humor e a Lógica dos Objectos de Duchamp (co-autoria de Ana Godinho).



O nome de José Gil foi reconhecido pelo júri, presidido pelo Prof. José Alberto Machado, da Universidade de Évora e composto pelo director do Departamento de Linguística e Literaturas da UE, Prof. Fernando Gomes, pelo Prof. José Augusto Bernardes, da Universidade de Coimbra, pelo Prof. Mário Avelar, da Universidade Aberta e pelo crítico literário Prof. Antonio Saéz Delgado.
O prémio Vergílio Ferreira foi criado em 1997 com o objectivo de homenagear o escritor que lhe dá o nome e premiar o conjunto da obra de escritores portugueses relevantes no âmbito da narrativa e do ensaio. Atribuído pela primeira vez a Maria Velho da Costa e, em 1998, a Maria Judite de Carvalho (a título póstumo); seguida de Mia Couto em 1999; Almeida Faria em 2000; Eduardo Lourenço em 2001; Óscar Lopes em 2002; Vítor Aguiar e Silva em 2003; Agustina Bessa-Luís em 2004; Manuel Gusmão em 2005; Fernando Guimarães em 2006; Vasco Graça Moura em 2007; Mário Cláudio em 2008; Mário de Carvalho em 2009; Luísa Dacosta em 2010; e Maria Alzira Seixo em 2011.

Sobre Os Pássaros Brancos e Outros Poemas, de W. B. Yeats




Na Time Out Lisboa de 15 de Fevereiro de 2012, Hugo Pinto Santos escreve sobre Os Pássaros Brancos e Outros Poemas, de W. B. Yeats: «Já houve quem assim resumisse a poesia de Yeats: “Irlanda, espiritualismo e amor”. Uma fórmula exacta, pese o risco da concisão. (…) Esta é a reedição, acrescida de 15 poemas, de uma antologia baseada em cerca de uma dezena de títulos – de Caminhos Transversais (1889) a Últimos Poemas (1936-39). As soluções da tradução [Laureano Silveira e Maria de Lourdes Guimarães] são frequentemente louváveis, e os poemas coligidos permitem uma visão razoável de uma obra vasta e das mais marcantes da poesia universal.»