16.2.12

José Gil recebe Prémio Vergílio Ferreira


José Gil acaba de receber o Prémio Vergílio Ferreira 2012, atribuído pela Universidade de Évora.
Filósofo e professor universitário, José Gil recebe este prémio devido à relevância do seu pensamento, «contributo singular para uma reflexão profunda sobre a identidade do Portugal contemporâneo».
A cerimónia de entrega decorre a 1 de Março, data da morte de Vergílio Ferreira, na Sala dos Actos da Universidade de Évora. Considerado pelo Le Nouvel Observateur como um dos 25 grandes pensadores do Mundo, José Gil é licenciado em Filosofia pela Faculdade de Letras de Paris, na Universidade da Sorbonne. Coordenou o Departamento de Psicanálise e Filosofia da Universidade de Paris VIII em 1973. Leccionou Estética e Filosofia Contemporânea na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, bem como no Colégio Internacional de Filosofia de Paris e na Universidade de São Paulo.


Em 2004 publicou Portugal, Hoje. O Medo de Existir, que se tornaria a sua obra mais conhecida. Publicou diversas obras na editora Relógio D’Água, a saber: A Crucificada; Fernando Pessoa ou a Metafísica das Sensações; Cemitério dos Desejos; Salazar: A Retórica da Invisibilidade; A Imagem-Nua e as Pequenas Percepções; Metamorfoses do Corpo; Diferença e Negação na Poesia de Fernando Pessoa; Movimento Total; A Profundidade e a Superfície; Sem Título; Monstros; O Imperceptível Devir da Imanência; Ao Meio-Dia os Pássaros; Em Busca da Identidade; O Devir-Eu de Fernando Pessoa; A Arte como Linguagem e O Humor e a Lógica dos Objectos de Duchamp (co-autoria de Ana Godinho).



O nome de José Gil foi reconhecido pelo júri, presidido pelo Prof. José Alberto Machado, da Universidade de Évora e composto pelo director do Departamento de Linguística e Literaturas da UE, Prof. Fernando Gomes, pelo Prof. José Augusto Bernardes, da Universidade de Coimbra, pelo Prof. Mário Avelar, da Universidade Aberta e pelo crítico literário Prof. Antonio Saéz Delgado.
O prémio Vergílio Ferreira foi criado em 1997 com o objectivo de homenagear o escritor que lhe dá o nome e premiar o conjunto da obra de escritores portugueses relevantes no âmbito da narrativa e do ensaio. Atribuído pela primeira vez a Maria Velho da Costa e, em 1998, a Maria Judite de Carvalho (a título póstumo); seguida de Mia Couto em 1999; Almeida Faria em 2000; Eduardo Lourenço em 2001; Óscar Lopes em 2002; Vítor Aguiar e Silva em 2003; Agustina Bessa-Luís em 2004; Manuel Gusmão em 2005; Fernando Guimarães em 2006; Vasco Graça Moura em 2007; Mário Cláudio em 2008; Mário de Carvalho em 2009; Luísa Dacosta em 2010; e Maria Alzira Seixo em 2011.

Sobre Os Pássaros Brancos e Outros Poemas, de W. B. Yeats




Na Time Out Lisboa de 15 de Fevereiro de 2012, Hugo Pinto Santos escreve sobre Os Pássaros Brancos e Outros Poemas, de W. B. Yeats: «Já houve quem assim resumisse a poesia de Yeats: “Irlanda, espiritualismo e amor”. Uma fórmula exacta, pese o risco da concisão. (…) Esta é a reedição, acrescida de 15 poemas, de uma antologia baseada em cerca de uma dezena de títulos – de Caminhos Transversais (1889) a Últimos Poemas (1936-39). As soluções da tradução [Laureano Silveira e Maria de Lourdes Guimarães] são frequentemente louváveis, e os poemas coligidos permitem uma visão razoável de uma obra vasta e das mais marcantes da poesia universal.»

14.2.12

Bel-Ami em nova adaptação cinematográfica



Georges Duroy, de alcunha Bel-Ami, é um homem jovem e bem-parecido. Um encontro ocasional mostra-lhe o caminho da ascensão social. Apesar da sua vulgaridade e ignorância, consegue integrar a alta sociedade apoiando-se nas amantes e no jornalismo.
Cinco mulheres vão sucessivamente iniciá-lo nos mistérios da profissão, nos segredos da vida mundana e assegurar-lhe o êxito ambicionado. Mas, por trás das combinações políticas e financeiras e do erotismo interesseiro, está a angústia que até um homem como Bel-Ami transporta consigo.
Bel-Ami é um dos romances mais vezes transposto para o cinema. Em 2011 os realizadores Declan Donnellan e Nick Ormerod rodaram um novo filme, com os actores Robert Pattinson (no papel de Georges Duroy), Uma Thurman (Madeleine Forestier), Kristin Scott Thomas (Virginie) e Christina Ricci (Clotilde).


O novo filme baseado em «Bel-Ami», de Guy de Maupassant, tem estreia prevista em Portugal para a próxima quinta-feira, 23 de Fevereiro.

13.2.12

Falha na exposição «Fernando Pessoa — Plural como o Universo»


A exposição sobre a vida e a obra de Fernando Pessoa inaugurada na passada quinta-feira na Fundação Calouste Gulbenkian merece ter em Lisboa mesma afluência massiva de visitantes que recebeu no Rio de Janeiro e em São Paulo (200 mil em cada uma das cidades).
Deve, no entanto, ser referida uma falha na mesa em que estão expostas as obras do autor. É que nem os livros da edição crítica, publicados pela Imprensa Nacional-Casa da Moeda, nem as obras do autor saídas na Relógio D’Água estão presentes (o exclusivo foi concedido às publicações da Assírio e Alvim).
Como é evidente, o mais elementar rigor exigiria que todas essas obras estivessem presentes, não havendo lugar a um favoritismo desprovido de qualquer fundamentação intelectual.

Hélia Correia em café literário na Covilhã




Hélia Correia vai estar na Covilhã para apresentar a sua obra literária.
A autora de A Chegada de Twainy é a próxima convidada da tertúlia do mês de Fevereiro, que decorre no Café Bar Covilhã Jardim, a partir das 21.30 horas do dia 14, e na qual a literatura juvenil estará em destaque.

Mistérios de Lisboa



Mistérios de Lisboa, filme de Raúl Ruiz baseado na obra homónima de Camilo Castelo Branco, publicada pela Relógio D’Água com prefácio do realizador chileno (é o último texto por ele escrito), acaba de ser galardoado pelo Sindicato Francês de Crítica de Cinema com dois prémios, de Melhor Série de Televisão e de Melhor Coffret DVD do ano.

Ensaios da Fundação Francisco Manuel dos Santos entre os mais vendidos



Segundo o suplemento Atual do Expresso de 11 de Fevereiro, os últimos ensaios da Fundação estiveram entre os 10 mais vendidos na semana de 23 a 29 de Janeiro de 2012.



É o caso de Portugal: Dívida Pública e Défice Democrático, de Paulo Trigo Pereira, em 2.º lugar; A Nova Medicina, de João Lobo Antunes, em 3.º lugar; e A Classe Média: Ascensão e Declínio, de Elísio Estanque, em 6.º lugar.


Os ensaios da Fundação Francisco Manuel dos Santos têm coordenação editorial e distribuição na rede livreira nacional da Relógio D’Água.