31.1.12

A Chegada de Twainy apresentado no Espaço Llansol




O livro A Chegada de Twainy, com texto de Hélia Correia e ilustrações de Rachel Caiano, vai ser apresentado no próximo dia 11 de Fevereiro, sábado, às 15h30, no Espaço Llansol — Associação de Estudos Llansolianos, na Rua Dr. Alfredo Costa, n.º 3, 1.º E e F, em Sintra (junto à Câmara Municipal).
Hélia Correia irá explicar a génese do livro, que será apresentado pela Professora Albertina Pena. Rachel Caiano orientará uma oficina de ilustração para crianças.
Haverá ainda leitura de excertos do livro pela actriz Inês Nogueira e música feita por jovens intérpretes.

30.1.12

A Relógio D'Água no Atual de 28 de Janeiro de 2012




No suplemento Atual do Expresso de 28 de Janeiro, Manuel de Freitas escreve sobre O Lago, de Ana Teresa Pereira: «Aos que pudessem achar que a escrita da autora se estava a enredar de modo quase previsível nas suas próprias obsessões, O Lago vem provar que não é exatamente assim. O deserto cresce, confundindo-se com a neve, e a trama deste livro resume-se ao encontro entre um dramaturgo/autor e uma “dançarina ferida” que, ao tornar-se atriz e amante do primeiro, se coloca à mercê de um deus sinistro, alguém que só podia amar “um ser criado para ele” e que “não separa o palco da vida”.»

24.1.12

Mademoiselle Fifi e Contos da Galinhola, de Guy de Maupassant



Mademoiselle Fifi não é uma jovem francesa, mas a alcunha de um oficial do exército prussiano que invade a França em 1870.
Durante algum tempo a sua perversa brutalidade desfaz todos os obstáculos que lhe surgem no caminho. Mas um dia, em que partilha com outros oficiais a rotina dos vencedores, decide organizar uma festa com prostitutas normandas. E é então que lhe surge a inesperada resistência dos vencidos.
Neste livro, José Saramago traduz trinta e cinco contos de Guy de Maupassant. E, como escreve no prefácio, que fez para os Contos e Novelas do autor de Horla e A Casa Tellier: «Maupassant agita-se neste mundo de dor, de violência, neste mundo sôfrego e inquieto que quer e não sabe o que quer – agita-se violento e violentado como qualquer outro seu irmão de condição, esmagado de mistério e de ansiedade, buscando um sentido de vida, sentindo essa mesma vida fugir-lhe como areia por entre os dedos que queriam prender tudo, segurar tudo. Truculento, capaz de escárnio, destruidor de conformações morais e sociais, Maupassant não pode afinal reprimir o impulso de amor e piedade que em si despertam os destroços que ele próprio causou. É como se a si próprio se destroçasse, é como se de si próprio se apiedasse.»

23.1.12

Biografia do autor de David Copperfield


El sueño de Dickens, obra inacabada de Robert Williams Buss

Segundo a biografia que Peter Ackroyd fez de Dickens, os poucos meses que o autor de David Copperfield trabalhou na fábrica Warren, no n.º 30 de Hungerford Stairs, uma zona industrial insalubre e infestada de ratos, mudaram a história da literatura.
Dickens tinha 12 anos e a sua jornada de trabalho era de 10 horas, com uma pequena pausa para almoço. O salário era de 6 a 7 xelins por semana.
É essa a tese do autor de Dickens, que considera que «grande parte da energia criativa de Dickens» nasce «nessa infância e a sua visão do mundo é forjada nessa altura».
Peter Ackroyd considera que Dickens foi a «primeira celebridade global», pois foi muito popular em Inglaterra e nos Estados Unidos da América e a sua presença atraía multidões.
Recorde-se que dia 7 de Fevereiro próximo se celebra o bicentenário do nascimento do autor de David Copperfield, O Amigo Comum, Os Cadernos de Pickwick e de outros romances que marcaram a literatura a partir de meados do século XIX.

Sobre Negócios em Ítaca, de Bernardo Pinto de Almeida




No blogue «Contra Mundum», H. G. Cancela escreve sobre Negócios em Ítaca, de Bernardo Pinto de Almeida: «Se o referente gráfico imediato do livro talvez seja o surrealismo, o verdadeiro suporte estético destes textos é o romantismo. O romantismo pleno de Hölderlin ou o romantismo moderno de Rilke. É neste plano que Bernardo Pinto de Almeida alcança maior brilho: na quase fundadora e consciente inocência de quem acredita na palavra como lugar de efectivação da experiência. Esta, num gesto reiterado, serve de suporte à escrita e de instrumento de mediação do real. A subjectividade que o romantismo revelou não se confunde com a estrita experiência interior do sujeito, com a pura afectividade. Comporta-a, mas é sobretudo lugar de modelação da realidade como coisa humana.»
Texto completo aqui.

A chegar às livrarias




Joyce acabou de escrever Retrato do Artista quando Jovem em 1914, ano de publicação de Gentes de Dublin.
A novela descreve a infância em Dublin de Stephen Dedalus e a sua busca de identidade. As diferentes fases da vida do protagonista, da infância à vida universitária, refletem-se em mudanças no estilo narrativo. Os aspetos biográficos são tratados com irónico distanciamento, num trajeto que culmina com a rutura com a Igreja e a descoberta de uma vocação artística.
A obra é também um reconhecível auto-retrato da juventude de James Joyce, assim como uma homenagem universal à imaginação dos artistas.

 (Reedição)
«O nome do filósofo cuja vida se extinguiu durante a fuga aos polícias hitlerianos foi adquirindo uma auréola nos quinze anos que decorreram desde a sua morte, apesar do carácter esotérico dos seus primeiros trabalhos e do carácter fragmentário dos últimos.
O fascínio pela sua pessoa e oeuvre leva inevitavelmente a uma atracção magnética ou a uma defesa estremecida.» [T. W. Adorno, 1955]

20.1.12

A Relógio D'Água na Time Out de 18 de Janeiro de 2012



Na Time Out Lisboa, Hugo Pinto Santos escreve sobre Bel-Ami, de Guy de Maupassant: «O romance de 1885 está longe de ser a manhosa dilatação do que o autor fazia em conto. A passagem do regime breve para um compasso alargado faz-se com a elegância e a superioridade de um mestre, para lá do formato da narrativa. (…) O que torna Bel-Ami um romance excepcional, além do seu alcance estilístico, é não ser a história da ascensão e queda de Duroy — esquema exausto —, mas o retrato impiedoso e amoral de certa realidade. Sem edulcorantes.»

Também de Guy de Maupassant, a Relógio D'Água editará brevemente Mademoiselle Fifi e Contos da Galinhola, com tradução de José Saramago.