19.1.12

A Relógio D'Água na revista Os Meus Livros de Janeiro de 2012




Num número dedicado ao teatro, são indicadas dez peças fundamentais. De entre elas, a Relógio D’Água publicou A Gaivota, de Anton Tchékhov, sobre a qual diz Luís Miguel Cintra: «Remete-nos para a vida toda. E a vida é mesmo maior. Um dia chega a morte.»




Nesta edição, os vários colaboradores da revista apontam ainda os melhores livros de 2011, alguns dos quais editados pela Relógio D’Água. Teresa Pearce de Azevedo escolhe De Olhos Abertos, de Marguerite Yourcenar. Susana Nogueira destaca Uma Porta nas Escadas, de Lorrie Moore. Hugo Pinto Santos elege O Duelo, de Anton Tchékhov, e Crítica da Razão Cínica, de Peter Sloterdijk. Ana Paula Gouveia indica O Moinho à Beira do Floss, de George Eliot.


Fátima Lopes Cardoso escreve sobre Flush— Uma Biografia, de Virginia Woolf: «Virginia Woolf inspira-se nas alusões a um belo exemplar de raça spaniel, que descobre nas cartas de amor clandestino entre os poetas Elizabeth Barrett e Robert Browning, e constrói uma obra de estrutura clássica com princípio, meio e fim, mas singularizada por um jogo narrativo entre a consciência do protagonista, o discurso do biógrafo e os excertos da correspondência de Barrett.»


Destacamos também a crítica ao ensaio recentemente publicado sobre a obra de Ana Teresa Pereira: Além-sombras: Ana Teresa Pereira, de Duarte Pinheiro. Diz Hugo Pinto Santos: «O universo ficcional de Ana Teresa Pereira é um dos territórios mais fascinantes, e ao mesmo tempo mais inabordáveis (circularidade referencial, obsessiva reinvenção de personagens e espaços, uma autora “mistura de mulher, de bicho e de nevoeiro”) do que entre nós se entende por escrito ficcional.»

16.1.12

Conto de Natal de Hélia Correia




A pedido do JL, Hélia Correia escreveu um conto de Natal. A ilustração é de Afonso Cruz. Para ler aqui.

A Relógio D'Água no Diário de Notícias de 14 de Janeiro de 2012




No suplemento Quociente de Inteligência, do Diário de Notícias de 14 de Janeiro, João Céu e Silva escreve sobre O Lago, de Ana Teresa Pereira: «O Lago terá sido um dos últimos livros a ir para as livrarias na época de Natal que acaba de ser celebrada. Por isso, a novela de Ana Teresa Pereira afogou-se perante as centenas de títulos que a acompanhavam nos caixotes que terão chegado às livrarias — e, porventura, nem foram abertos —, e poucos leitores terão tido hipótese de a descobrir entre as últimas novidades de 2011. (…) Quanto a esta situação pouco há a fazer e a opção é dar conta do último livro de Ana Teresa Pereira, logo a abrir o ano de 2012.»
João Céu e Silva termina parafraseando Se Nos Encontrarmos de Novo: «Talvez seja possível apreciar uma escritora por causa de um livro.»

A Relógio D'Água no Expresso de 14 de Janeiro de 2012



No suplemento Atual, do Expresso de 14 de Janeiro de 2012, Pedro Mexia escreve sobre Lagoeiros, o último livro de poesia de João Miguel Fernandes Jorge: «Ninguém encena melhor esse teatro de sombras do que este poeta, com a sua sintaxe elíptica, as inversões vocabulares, os devaneios cromáticos, os adjectivos sintéticos, os remates luminosos como flashes. Alguns textos passam do particular ao geral com grande elegância e tornam-se poemas dramáticos, como “As Caldeiras” e “Hotel da Penha de França”, exercícios de quase ficção ou de intensidade emocional. Do museu vivo fazem também parte alguns encontros imediatos furtivos, “ao modo de Kavafis”, poemas de sedução comovida e fria, que tornam homens concretos em figuras abstractas. E que acendem na noite um “pequeno fogo” precário.»


Ainda no Atual, António Guerreiro entrevista Hermínio Martins, acerca da sua mais recente obra, Experimentum Humanum: «Hermínio Martins fez quase todo o seu percurso de professor e investigador nas universidades inglesas e americanas. Isso explica parcialmente o relativo desconhecimento (fora de um círculo estrito das ciências sociais) da sua obra em Portugal. No entanto, perante um livro como o que publicou há alguns meses, Experimentum Humanum. Civilização Tecnológica e Condição Humana (Relógio D’Água), é preciso lê-lo e reconhecê-lo como uma figura cimeira das ciências sociais e humanas em Portugal, alguém que atravessa de maneira notável as fronteiras das disciplinas e passa produtivamente da sociologia à filosofia, à epistemologia e à história da ciência e da cultura, o que faz de Experimentum Humanum uma daquelas obras raras, no rigor científico, no diálogo de saberes, na capacidade de penetrar nas questões essenciais do nosso tempo.

Adoecer, de Hélia Correia, finalista do Prémio Literário Casino da Póvoa




De uma lista de mais de 200 livros, o júri, constituído por Ana Paula Tavares, Fernando Pinto do Amaral, José António Gomes, Patrícia Reis, Pedro Mexia, escolheu, além de Adoecer, de Hélia Correia, os seguintes títulos: A Cidade de Ulisses, Teolinda Gersão; As Luzes de Leonor, Maria Teresa Horta; Bufo e Spallanzan, Rubem Fonseca; Do Longe e do Perto - Quase Diário, Yvette Centeno; Dublinesca, Enrique Vila-Matas; O Homem que Gostava de Cães, Leonardo Padura; Os Íntimos, Inês Pedrosa; e Tiago Veiga – Uma Biografia, Mário Cláudio.
O vencedor será anunciado a 23 de Fevereiro.

13.1.12

Obra Completa de Clarice Lispector na Relógio D’Água




A Relógio D’Água acaba de adquirir os direitos para a edição, até 2018, de toda a obra de Clarice Lispector.
Além de manter a publicação e reeditar Perto do Coração Selvagem, Laços de Família, A Paixão segundo G. H., A Maçã no Escuro, Uma Aprendizagem ou O Livros dos Prazeres, A Hora da Estrela, Contos Reunidos e A Cidade Sitiada, serão editadas outras obras de ficção de Clarice Lispector, os seus livros infanto-juvenis e dois álbuns.


Os novos romances a sair ao longo de 2012 são Água Viva, O Lustre, Para não Esquecer e Um Sopro de Vida.


No mesmo período serão editados os textos infanto-juvenis, estranhos e singulares, como toda a obra de Clarice. É o caso de A Mulher Que Matou os Peixes e A Vida Íntima de Laura, reunidos num só volume, e de O Mistério do Coelho Pensante, Quase de Verdade e Como Nasceram as Estrelas.


De todo inesperados são os álbuns que, sob pseudónimo, Clarice Lispector divulgou com conselhos dedicados às mulheres e que foram organizados pela professora Aparecida Nunes. É o caso de Correio Feminino e Só para Mulheres — Conselhos, Receitas e Segredos, em que é visível o estilo da autora e o seu interesse pela elegância feminina através de inúmeras sugestões práticas. Nestes textos, inicialmente publicados na imprensa a partir de 1940, Clarice aborda temas como a maternidade e a educação dos filhos, os tratamentos de beleza, o veneno para ratos, a escolha dos perfumes e os dilemas morais, passando do trivial ao transcendental com desconcertante à-vontade.
A Relógio D'Água prossegue assim a divulgação da obra de Clarice Lispector, que iniciou há 22 anos com Onde Estiveste de Noite e Laços de Família.

Dom Quixote em leitura no São Luiz




A partir de 24 de Janeiro, às 21h, até Julho, em duas sessões mensais, a Comunidade de Leitores do Teatro Municipal São Luiz, em Lisboa, lerá Dom Quixote.
«Capítulo após capítulo, enquanto partilhamos a leitura, vamos também discutindo as ideias que dela emergem e vamos conhecendo melhor o contexto cultural do espaço ibérico seiscentista.»
Mais informações aqui.