14.11.11

A Relógio D'Água no Expresso de 12 de Novembro de 2011




No Atual do Expresso de 12 de Novembro, Ana Cristina Leonardo escreve sobre O Arranca Corações, de Boris Vian, novela que «estilhaça o conforto realista e não deixará de surpreender os leitores de hoje. Vian, acima de tudo uma cabeça livre, deixa-se levar pelo radicalismo da imaginação, saltando de situações banais para poderosas simbologias, sentimentos trágicos e diálogos soberbos. Sempre com o humor a impedir-lhe a pomposidade. O texto agarra-nos de imediato. Um homem caminha ao longo de uma falésia rodeado de uma Natureza encantadora.»


No mesmo suplemento, num texto intitulado «Um par de Boots», Pedro Mexia escreve sobre Enviado Especial, de Evelyn Waugh, que considera «“incorrecto” e muito divertido. O género satírico de Waugh estava no auge [1938], e são fabulosas todas as conversas surreais sobre a burocracia oficial e a hipocrisia diplomática. Parte da comédia tem um componente à clef, mas mesmo quem não reconheça os modelos em quem o romancista se inspirou pode divertir-se com a presunção, a paranóia e o tédio.»

9.11.11

A Relógio D'Água na revista Os Meus Livros de Novembro de 2011




Na revista Os Meus Livros deste mês, Ana Paula Gouveia atribui quatro estrelas e meia a O Moinho à Beira do Floss, de George Eliot, «pseudónimo da escritora britânica do século XIX Marian Evans», que, diz, «é uma agradável surpresa. Empolgante, emocionante, comovente e dramático são adjectivos que se podem facilmente atribuir à história da família Tulliver e, nomeadamente, à vida da filha mais nova, Maggie, que acompanhamos desde criança até à idade adulta. Insubmissa, curiosa, inteligente, lutadora e independente, Maggie distinguia-se das mulheres de então também pelas suas características físicas, onde se destacam uns grandes olhos negros e uma pele morena.»



Numa crítica a uma obra de Penelope Fitzgerald, Pedro Ribeiro refere o primeiro livro da autora publicado em Portugal, A Flor Azul, que é uma edição da Relógio D’Água.

7.11.11

A Relógio D'Água na revista Ler de Novembro de 2011




Na lista dos livros saídos por dias de Outono, apresenta-se Pela Estrada Fora — O Rolo Original, de Jack Kerouac, com tradução de Margarida Vale de Gato.


Rui Bebiano escreve sobre Viver no Fim dos Tempos, do «filósofo em combate» Slavoj Zizek: «O ponto de partida é a iminência da catástrofe e a procura da redenção.» […] «… publicado originalmente em 2010, é um excelente exemplo dessa prolixidade e da vastidão de um olhar que incorpora a capacidade de questionar as dimensões menos visíveis do mundo actual.»

Cosmópolis de Don DeLillo em filme de David Cronenberg




O realizador David Cronenberg visitou Portugal para apresentar o filme A Dangerous Method, que trata da relação entre Freud, Jung e Sabina Spielrein.
Francisco Ferreira, crítico do Expresso (5-11-2011), escreveu uma reportagem sobre o último dia de rodagens de Cosmópolis, próximo filme do cineasta canadiano, que é também uma produção de Paulo Branco.
A adaptação cinematográfica do romance de Don DeLillo foi filmada em Toronto entre Maio e Julho e deverá chegar às salas de cinema em Maio de 2012.
Cosmópolis foi publicado pela Relógio D’Água em 2003 e, embora tenha sido por algum tempo eclipsado pelos acontecimentos do 11 de Setembro de 2001, o tema readquiriu a maior actualidade.
A personagem do romance, Eric, é um enriquecido corretor da Bolsa, que numa manhã de engarrafamento decide atravessar Manhattan na sua sofisticada limusina para cortar o cabelo. É então que Eric decide apostar contra a subida do iene, o que lhe traz consequências imprevisíveis.

4.11.11

Em Novembro nas livrarias



 
Em Canções Mexicanas, Gonçalo M. Tavares apresenta-nos uma série de fragmentos narrativos de clara nitidez. É a sua visão da actual Cidade do México, uma megalópole de 20 milhões de habitantes, com loucos que se manifestam, lutas de raparigas ainda crianças e suicidas, seres para quem o sentimento europeu de procura de felicidade é algo de incompreensível.
É uma escrita, como em todos os seus livros, avessa às tradições líricas e sentimentais da prosa portuguesa.

A Relógio D'Água nos media na semana de 31 de Outubro a 6 de Novembro de 2011




No Ípsilon do Público de 4 de Novembro, Maria da Conceição Caleiro escreve: «Iris Murdoch é uma autora maior de língua inglesa. Arrebatou inúmeros prémios, entre os quais o Booker (1978). Escreveu 25 romances, publicou obras de filosofia (a tese sobre Sartre dotá-la-ia de uma sensibilidade existencialista). Politicamente interveniente, foi também activista de esquerda. Sob a Rede, o primeiro livro (1954), foi desde logo aplaudido. Em 2005, a Time considera-o um dos cem melhores livros em língua inglesa desde 1923; os responsáveis pela Modern Library julgam-no uma das maiores obras do século XX.»

1.11.11

Don DeLillo em Portugal




No Atual de 29 de Outubro, Clara Ferreira Alves, enviada pelo Expresso a Nova Iorque, entrevista Don DeLillo, que neste momento se encontra em Lisboa como convidado do Lisbon & Estoril Film Festival.
A introdução de Clara Ferreira Alves (CFA) abunda em generalidades controversas («o autor americano»; «o que torna DeLillo universal é o modo como trata […] a alma americana»; etc.). Por outro lado, a jornalista parece ignorar as obras do autor publicadas em Portugal. Refere White Noise e Underworld pelos títulos em inglês (saíram em Portugal como Ruído Branco e Submundo), citando outras obras em português, como O Homem em Queda e Ponto Ómega. A entrevistadora não menciona também a adaptação cinematográfica em curso do romance de DeLillo Cosmópolis (realização de David Cronenberg e produção de Paulo Branco).




Na entrevista, o autor de Ruído Branco, aborda, a dada altura, o seu primeiro livro, Americana, recentemente publicado pela Relógio D’Água. A propósito desse romance DeLillo afirma: «Ao cabo de dois anos dentro do livro, senti que era um escritor. Mesmo que este livro nunca seja publicado, mesmo que nunca seja acabado, sou um escritor. Já tinha deixado o emprego.»




CFA interroga DeLillo sobre o que existe na sua obra de Camus, Genet, Proust e Joyce. O autor de Ruído Branco, Mao II e Libra, sublinha apenas a sua relação com Joyce: «Sobretudo Joyce. A beleza da linguagem. O Joyce do Ulisses. Lembro-me de ler as três primeiras páginas de Ulisses nesse quartinho e ainda me vejo a lê-las, com o sol a entrar pela janela. A beleza pura da língua inglesa, que no meu trabalho se tornou a língua americana.»
FV