4.11.11

A Relógio D'Água nos media na semana de 31 de Outubro a 6 de Novembro de 2011




No Ípsilon do Público de 4 de Novembro, Maria da Conceição Caleiro escreve: «Iris Murdoch é uma autora maior de língua inglesa. Arrebatou inúmeros prémios, entre os quais o Booker (1978). Escreveu 25 romances, publicou obras de filosofia (a tese sobre Sartre dotá-la-ia de uma sensibilidade existencialista). Politicamente interveniente, foi também activista de esquerda. Sob a Rede, o primeiro livro (1954), foi desde logo aplaudido. Em 2005, a Time considera-o um dos cem melhores livros em língua inglesa desde 1923; os responsáveis pela Modern Library julgam-no uma das maiores obras do século XX.»

1.11.11

Don DeLillo em Portugal




No Atual de 29 de Outubro, Clara Ferreira Alves, enviada pelo Expresso a Nova Iorque, entrevista Don DeLillo, que neste momento se encontra em Lisboa como convidado do Lisbon & Estoril Film Festival.
A introdução de Clara Ferreira Alves (CFA) abunda em generalidades controversas («o autor americano»; «o que torna DeLillo universal é o modo como trata […] a alma americana»; etc.). Por outro lado, a jornalista parece ignorar as obras do autor publicadas em Portugal. Refere White Noise e Underworld pelos títulos em inglês (saíram em Portugal como Ruído Branco e Submundo), citando outras obras em português, como O Homem em Queda e Ponto Ómega. A entrevistadora não menciona também a adaptação cinematográfica em curso do romance de DeLillo Cosmópolis (realização de David Cronenberg e produção de Paulo Branco).




Na entrevista, o autor de Ruído Branco, aborda, a dada altura, o seu primeiro livro, Americana, recentemente publicado pela Relógio D’Água. A propósito desse romance DeLillo afirma: «Ao cabo de dois anos dentro do livro, senti que era um escritor. Mesmo que este livro nunca seja publicado, mesmo que nunca seja acabado, sou um escritor. Já tinha deixado o emprego.»




CFA interroga DeLillo sobre o que existe na sua obra de Camus, Genet, Proust e Joyce. O autor de Ruído Branco, Mao II e Libra, sublinha apenas a sua relação com Joyce: «Sobretudo Joyce. A beleza da linguagem. O Joyce do Ulisses. Lembro-me de ler as três primeiras páginas de Ulisses nesse quartinho e ainda me vejo a lê-las, com o sol a entrar pela janela. A beleza pura da língua inglesa, que no meu trabalho se tornou a língua americana.»
FV

31.10.11

«Para uma nova gaia ciência»




No Atual, suplemento do Expresso de 29 de Outubro de 2011, António Guerreiro escreve sobre Crítica da Razão Cínica, de Peter Sloterdijk: «A projeção de Peter Sloterdijk como um filósofo de envergadura nietzschiana começou com este livro, que continua a ser um marco fundamental de identificação do autor, que avançava intempestivamente com uma análise da sociedade contemporânea, a partir da qual chegava a uma nova configuração epocal: o nosso tempo — esta é a tese fundamental — é caracterizado pelo triunfo do cinismo.»

28.10.11

Hélia Correia, Gonçalo M. Tavares e Pedro Mexia na Relógio D'Água


No próximo mês de Novembro vão ser editados na Relógio D’Água uma obra infanto-juvenil de Hélia Correia e uma outra ficcional de Gonçalo M. Tavares.
De Pedro Mexia sairá em breve um livro de textos críticos.



Em Canções Mexicanas, Gonçalo M. Tavares apresenta-nos uma série de fragmentos narrativos de clara nitidez. É a sua visão da actual Cidade do México, uma megalópole de 20 milhões de habitantes, com loucos que se manifestam, lutas de raparigas ainda crianças e suicidas, seres para quem o sentimento europeu de procura de felicidade é algo de incompreensível.
É uma escrita, como em todos os seus livros, avessa às tradições líricas e sentimentais da prosa portuguesa.



Depois de Adoecer, Hélia Correia regressa com A Chegada de Twainy a um universo que lhe é familiar, o das fadas. As ilustrações são de Rachel Caiano. O livro começa assim:
«— Ninguém há de arrancar-me um “ai” — dizia Twainy.
A verdade é que ninguém tencionava arrancar-lhe coisa alguma.
Twainy estava sozinha, tão sozinha que o próprio vento se afastava dela, assustado com tanta solidão.
Twainy não era bem uma pessoa. Mas também já não era transparente. Estava numa fase vegetal. Tinha uma flor no alto da cabeça, a cara como uma maçã, e pés de pau. Parecia um arbusto, mas andava. Provavelmente ia tornar-se rapariga. Mas pouco percebia do assunto.»


Pedro Mexia reúne mais de uma centena de textos em O Corso, título que ilustra o seu particular modo de conceber a crítica, uma abordagem mais ou menos arriscada a um conjunto de poetas, prosadores e ensaístas portugueses.
A alguns deles foi já possível vê-los com alguma distância, outros podem muito bem cruzar-se com o autor nas ruas de Lisboa sob este incerto céu de Outono.

26.10.11

Novidades



Georges Duroy, de alcunha Bel-Ami, é um homem jovem e de belo físico. Um encontro ocasional mostra-lhe o caminho da ascensão social. Apesar da sua vulgaridade e ignorância, consegue integrar a alta sociedade apoiando-se nas amantes e no jornalismo.
Cinco mulheres vão sucessivamente iniciá-lo nos mistérios da profissão, nos segredos da vida mundana e assegurar-lhe o êxito ambicionado. Nesta sociedade parisiense, em plena expansão capitalista e colonial, a Imprensa, a política e a finança estão estreitamente ligadas. E as mulheres educam, aconselham e manobram na sombra.
Mas, por trás das combinações políticas e financeiras e do erotismo interesseiro, está a angústia que até um homem como Bel-Ami transporta consigo.
Bel-Ami é um dos romances mais vezes transposto para o cinema.
Em 2011 os realizadores Declan Donnellan e Nick Ormerod rodaram um novo filme, com os actores Robert Pattinson (no papel de Georges Duroy), Uma Thurman (Madeleine Forestier), Kristin Scott Thomas (Virginie) e Christina Ricci (Clotilde).

 

Lord Copper, magnata e proprietário do Daily Beast¸ orgulha-se do seu talento para descobrir jornalistas de qualidade, o que não quer dizer que não cometa um ou outro erro. Num jantar com Mrs Algernon Stitch, fica convencido de ter encontrado o repórter perfeito para cobrir uma pequena guerra em África. Enviado Especial é uma sátira sobre Fleet Street e a busca incessante de notícias, e uma das melhores comédias escritas por Waugh.


Encontro em Samarra apresenta-nos, em ritmo acelerado e com humor negro, a rápida ascensão e declínio de Julian English. Em 1930, English pertencia à elite social da sua terra natal. Mas, quando decide lançar um cocktail à cara de um poderoso parceiro de negócios, a sua vida começa a percorrer uma espiral descontrolada — arrastando o seu casamento pelo caminho.
Um clássico da literatura norte-americana.