10.10.11

Sobre Experimentum Humanum, de Hermínio Martins




No Público de 9 de Outubro pode ler-se um texto de Frei Bento Domingues, O. P., também sobre Experimentum Humanum, de Hermínio Martins: «Hermínio Martins, um grande investigador da Universidade de Oxford, acaba de publicar uma obra, Experimentum Humanum (Civilização Tecnológica e Condição Humana), que enfrenta, de forma rigorosa, muitas questões que numa época de aceleração da aceleração, convergem para a superação da condição humana no caminho para o pós-humano. A confluência das tecnologias (biotecnologia, nanotecnologia, computação, tecnologias de informação e de comunicação, neurociências/neurotecnologia ou ciência cognitiva) não será usada só para melhorar a condição humana mas para a modificar no seu futuro genético, neurológico e psíquico.» Texto completo aqui.

7.10.11

Tomas Tranströmer, leitor de T. S. Eliot






«O meu pão diário é Quatro Quartetos de T. S. Eliot, que mastigo deliciosamente entre os dentes», afirmou um dia Tomas Tranströmer, Prémio Nobel da Literatura em 2011.

Bob Dylan, Nobel material




Bob Dylan, apontado como um dos favoritos para o Prémio Nobel da Literatura em 2011 (e mais).

6.10.11

A Relógio D'Água na revista Os Meus Livros de Outubro de 2011




Na revista Os Meus Livros de Outubro anuncia-se a chegada às livrarias de Caso Kukótski, de Liudmila Ulítskaia, em que se pode ler «meio século da história russa, numa narrativa que aborda as relações entre ciência e religião».



Publica-se ainda uma crítica de Teresa Pearce de Azevedo a As Desventuras do Sr. Pinfold, de Evelyn Waugh, em que, «acumulando as facetas de personagem e de observador, o escritor católico romano», o Sr. Pinfold, apresenta «pontos de contacto» com o autor da obra. «Numa escrita fria e distanciada dos desagradáveis sintomas da esquizofrenia temporária de Pinfold e de Waugh, sentimos que descreve eventos nos quais participou, mas com um olhar analítico e quase de crítica.» Quanto ao contra que Teresa Pearce de Azevedo aponta à obra: «um tema tão actual que se torna (quase) desagradável», estamos contra.

A Relógio D'Água na revista Ler de Outubro de 2011




Na Ler de Outubro de 2011, José Guardado Moreira escreve sobre o primeiro romance de Iris Murdoch, Sob a Rede, com tradução de Maria de Lourdes Guimarães: «Jake Donaghue é um estouvado aspirante a escritor que vive de traduções de romances de um obscuro autor gaulês, e muitos outros esquemas para se manter à tona numa Londres de vaudeville, enquanto acumula manuscritos não publicados.»

4.10.11

Um Quarto com Vista, de E. M. Forster




Neste romance de comédia social, Forster ocupa-se de um dos seus temas favoritos: a imaturidade da classe média inglesa, aqui representada por um grupo de turistas expatriados em Florença. Os turistas ingleses são observados com um olhar minuciosamente irónico. A excepção é Lucy Honeychurch, uma jovem fascinada pela exuberância da paisagem humana e que, apesar da sua educação vitoriana, procura agir com naturalidade.
Nas suas relações com a preconceituosa prima Charlotte, os pouco convencionais Emersons e o arrogante noivo, Lucy vê-se dividida entre as actividades sociais e os sobressaltos do coração.
Esta edição inclui o texto escrito mais tarde por Forster, Uma Vista sem Quarto.

3.10.11

A Relógio D'Água na Time Out




Na Time Out de 21 de Setembro de 2011, José Carlos Fernandes faz uma leitura bem-disposta de O Olhar da Mente, de Oliver Sacks: «Há uma probabilidade de cerca de dois por cento de o prezado leitor sofrer de prosopagnosia congénita. Não é razão para ficar inquieto: apesar de o nome poder instilar receio, a prosopagnosia é apenas a dificuldade em reconhecer rostos. (…) Oliver Sacks, no seu permanente questionamento de como opera a mente, vir-se neste seu recente livro para a visão, recorrendo a casos clínicos desconcertantes e perturbadores.»



Na Time Out de 28 de Setembro, Hugo Pinto Santos atribui cinco estrelas (em cinco) a Caso Kukótski, de Liudmila Ulítskaia, dizendo que a autora «partilha com Pável Kukótski a capacidade de ver para dentro dos seres. Como o médico de Caso Kukótski, consegue penetrar o opaco e traduzir o complexo de redes e vísceras que motiva o animal humano. Do que poderia ser um risível super-poder, a autora faz uma alavanca narrativa particularmente eficaz.»