6.10.11

A Relógio D'Água na revista Ler de Outubro de 2011




Na Ler de Outubro de 2011, José Guardado Moreira escreve sobre o primeiro romance de Iris Murdoch, Sob a Rede, com tradução de Maria de Lourdes Guimarães: «Jake Donaghue é um estouvado aspirante a escritor que vive de traduções de romances de um obscuro autor gaulês, e muitos outros esquemas para se manter à tona numa Londres de vaudeville, enquanto acumula manuscritos não publicados.»

4.10.11

Um Quarto com Vista, de E. M. Forster




Neste romance de comédia social, Forster ocupa-se de um dos seus temas favoritos: a imaturidade da classe média inglesa, aqui representada por um grupo de turistas expatriados em Florença. Os turistas ingleses são observados com um olhar minuciosamente irónico. A excepção é Lucy Honeychurch, uma jovem fascinada pela exuberância da paisagem humana e que, apesar da sua educação vitoriana, procura agir com naturalidade.
Nas suas relações com a preconceituosa prima Charlotte, os pouco convencionais Emersons e o arrogante noivo, Lucy vê-se dividida entre as actividades sociais e os sobressaltos do coração.
Esta edição inclui o texto escrito mais tarde por Forster, Uma Vista sem Quarto.

3.10.11

A Relógio D'Água na Time Out




Na Time Out de 21 de Setembro de 2011, José Carlos Fernandes faz uma leitura bem-disposta de O Olhar da Mente, de Oliver Sacks: «Há uma probabilidade de cerca de dois por cento de o prezado leitor sofrer de prosopagnosia congénita. Não é razão para ficar inquieto: apesar de o nome poder instilar receio, a prosopagnosia é apenas a dificuldade em reconhecer rostos. (…) Oliver Sacks, no seu permanente questionamento de como opera a mente, vir-se neste seu recente livro para a visão, recorrendo a casos clínicos desconcertantes e perturbadores.»



Na Time Out de 28 de Setembro, Hugo Pinto Santos atribui cinco estrelas (em cinco) a Caso Kukótski, de Liudmila Ulítskaia, dizendo que a autora «partilha com Pável Kukótski a capacidade de ver para dentro dos seres. Como o médico de Caso Kukótski, consegue penetrar o opaco e traduzir o complexo de redes e vísceras que motiva o animal humano. Do que poderia ser um risível super-poder, a autora faz uma alavanca narrativa particularmente eficaz.»

29.9.11

James Franco deita mãos à obra de Cormac McCarthy




O actor e realizador James Franco suspendeu o projecto da adaptação cinematográfica de Blood Meridian, de Cormac McCarthy, para se dedicar à adaptação cinematográfica de Child of God, também de Cormac McCarthy, autor cujas obras têm sido frequentemente transformadas em longas-metragens, como as recentes A Estrada e Este País Não É para Velhos. Mais informações em Hollywood.
Antes e depois da chegada dos filmes ao grande ecrã, a Relógio D’Água tem disponíveis todos estes romances, com tradução de Paulo Faria.

27.9.11

«Prazer de Ler», da RDP Internacional, dedicado a Ana Teresa Pereira




No programa Prazer de Ler, Isabel da Nóbrega dá a conhecer «textos fundamentais da melhor literatura portuguesa», escolhidos e lidos por si. Aqui pode ouvir os excertos de O Fim de Lizzie, de Ana Teresa Pereira.

Hélia Correia recebe Prémio Especial do Júri da revista Máxima




O Prémio Especial do Júri da revista Máxima foi atribuído a Hélia Correia pelo seu romance Adoecer.

Crítica da Razão Cínica, de Peter Sloterdijk




Crítica da Razão Cínica, publicado por ocasião do bicentenário da Crítica da Razão Pura de Kant, é, antes de mais, uma crítica da modernidade.
Para Peter Sloterdijk, o actual cinismo resulta da perda das ilusões iluministas.
Na Antiguidade, com Diógenes, o cinismo era uma atitude individual confinada a uma corrente filosófica de reduzida expressão.
No nosso tempo, enquanto «falsa consciência», é um fenómeno generalizado que Sloterdijk detecta nos mais diversos campos, da vida privada à religião.
Como resposta a este cinismo moderno, e para que ele possa ser ultrapassado, o autor sugere a redescoberta das virtudes do antigo cinismo ou, mais exactamente, do kinismo, que passa pelo riso, a insolência e a invectiva. Este processo poderia permitir transformar o ser (Sein) em ser consciente (Bewusstsein).
Surgida na Alemanha em 1983 e considerada então por Habermas como a principal obra filosófica das últimas décadas, Crítica da Razão Cínica permite-nos também entender melhor o trajecto intelectual de Sloterdijk e as polémicas suscitadas pelos seus livros mais recentes.