8.7.11

Autores da Relógio D’Água com 5 estrelas na revista Os Meus Livros de Julho de 2011




«A força desta poesia reside na relação entre a escolha dos temas, comuns, e a abordagem escolhida para os narrar/descrever.»
Andreia Brites, n.º 38,2006



«Num cenário pós-apocalíptico, um pai e o seu filho percorrem os caminhos que se vão rasgando à sua frente […]. E enquanto o pai tenta apagar a memória dos afectos passados, mantendo apenas o automatismo dos gestos necessários à sobrevivência, o filho procura as respostas que a sua infância ainda não conhece.»
Sara Figueiredo Costa, n.º 52, 2007



«O modo de vida moscovita (com a enorme contenção de víveres, corrupção e outros reflexos do sistema político e social vigente), o poder do amor (Margarita e o Mestre) e farpas apontadas à presunção do meio literário (sempre actuais, infelizmente) por um escritor durante anos impedido de publicar […].»
João Morales, n.º 60, 2008

7.7.11

Leitura para esta e todas as estações




Demasiada Felicidade, de Alice Munro, é uma das 50 sugestões de leitura de Verão do Independent em 19 de Junho: «Se gosta de leituras de Verão em pequenos mas perfeitos pedaços, mergulhe em Demasiada Felicidade, de Alice Munro, a sua primeira colecção depois de ter recebido o Booker International em 2009.»

5.7.11

A Relógio D'Água no Expresso de 2 de Julho de 2011




No suplemento «Atual», do Expresso de 2 de Julho de 2011, José Mário Silva escreve sobre A Pantera, de Ana Teresa Pereira: «O estilo “simples” esconde uma estrutura densa, complexa, onde coexistem “a ternura e o terrível”, bem como o pânico de enlouquecer, de cair nesses “lugares escuros” onde nos defrontamos com os nossos “demónios”. É um “jogo cruel”, sim, mas cheio de beleza.»

A Relógio D’Água na Ler de Julho de 2011


Este número da revista Ler apresenta uma selecção de 24 livros que nos deixam «sem desculpas para não ler nas férias». Dos 24 títulos seleccionados por oito críticos, sete são editados pela Relógio D’Água.
Tiago Cavaco aconselha Da Democracia na América, de Alexis de Tocqueville, e Personas Sexuais, de Camille Paglia.



José Guardado Moreira recomenda Debaixo do Vulcão, de Malcolm Lowry.
Eduardo Pitta sugere As Ligações Perigosas, de Choderlos de Laclos, e Folhas de Erva, de Walt Whitman.
José Riço Direitinho escolhe A Viagem de Felicia, de William Trevor.
Bruno Vieira Amaral elege A Paixão do Jovem Werther, de Goethe.



Hugo Pinto Santos viaja com Don DeLillo em Americana: «A escrita de DeLillo, servida pela excelente tradução de Margarida Periquito, tem o rigor impecável de um teorema — Ratner’s Star (1972) explora o que chamava “conhecimento subterrâneo” da matemática.»



Hugo Pinto Santos visitou ainda A Mão do Oleiro, de Rui Nunes: «Sai-se deste livro como por um corredor de agressões. O seu escuro só apresenta rugosidades, nem uma luz ao fundo do túnel; mas diz-nos mais sobre o obscuro coração humano do que as palavras “de quem frequenta os tratados e encontra neles a ilusão da eternidade”.»

4.7.11

A Relógio D'Água nos media na semana de 27 de Junho a 3 de Julho de 2011




Na Time Out de 29 de Junho, José Carlos Fernandes viaja ao mundo dos surdos com Vejo Uma Voz, de Oliver Sacks: «Oliver Sacks é um respeitado neurologista e um dos mais populares e produtivos escritores de divulgação sobre a mente humana. A sua curiosidade apaixonada pelas múltiplas facetas da condição humana e o seu respeito pelos pacientes levam a que, por mais absurdos que sejam os casos clínicos descritos, os seus livros nunca degenerem num freak show. Vejo Uma Voz tem por assunto os surdos congénitos, que não só estão privados de um sentido como têm dificultada a aquisição de linguagem e a maturação cerebral e a compreensão do mundo a ela associadas e argumenta em prol da linguagem gestual, que, no entender de Sacks, é tão rica e completa com a linguagem oral.»

1.7.11

Novos ensaios da Fundação Francisco Manuel dos Santos




Os cidadãos e as empresas precisam de justiça no tempo em que ela lhes seja útil e não no tempo em que ela pode chegar. Porque se atrasa a justiça portuguesa? Este livro ajuda o leitor a compreender o funcionamento dos tribunais, as dinâmicas das regras processuais, quem são e qual é a acção dos seus principais intervenientes, fornecendo elementos que ajudem a encontrar a resposta para aquela pergunta.



Em apenas 50 anos, a televisão tornou-se o meio de comunicação mais presente na vida da população mundial. Criou uma linguagem própria e venceu pela versatilidade, em modos de expressão e géneros.
No novo mundo da comunicação, informação e entretenimento, urge um debate nacional sobre o serviço público de TV e como concretizá-lo: deverá continuar a cargo de uma empresa que custa um milhão de euros por dia a contribuintes exaustos? Este ensaio faz um ponto de situação sobre a TV de hoje, a TV em Portugal e o caminho a seguir pelo serviço público.



É provável que eu morra nos próximos dez, quinze anos. Tenho filhos e netos, amei e fui amada, escrevi livros, ouvi música e viajei. Poderia dar-me por satisfeita, o que não me faz encarar a morte com placidez. Se amanhã um médico me disser que sofro de uma doença incurável, terei um ataque de coração, o que, convenhamos, resolveria o problema. Mas, se isso não acontecer, quero ter a lei do meu lado. Gostaria que o debate sobre as questões aqui abordadas, o testamento vital, o suicídio assistido e a eutanásia, decorresse num clima sereno. Mas teremos de aceitar a discussão com todos os opositores, mesmo com aqueles que, por serem fanáticos, mais repulsa nos causam. Que ninguém se iluda: a análise destes problemas é urgente.

 

A Relógio D'Água nos media na semana de 27 de Junho a 3 de Julho de 2011




No suplemento «Ípsilon» do Público de 1 de Julho de 2011, José Riço Direitinho visita o «gulag doméstico» de Hora: Noite, da russa Liudmila Petruchévskaia: «um solilóquio em que a ironia e algum humor vão a par do pessimismo mais negro» em que a autora, «finalmente libertada do limbo a que o regime comunista a obrigara durante décadas, dá voz ao seu alter ego, a poeta Anna Andriánovna, viúva na casa dos 50 anos, também ela castigada pelo partido e por isso impedida de ter um emprego, condenada a viver do pouco que consegue arranjar.»
«Na tradição dos grandes autores russos, Liudmila Petruchévskaia tem o talento de explorar o enigma que é a alma humana, especialmente a sua capacidade (que parece inesgotável) de criar o Mal.»