5.7.11

A Relógio D’Água na Ler de Julho de 2011


Este número da revista Ler apresenta uma selecção de 24 livros que nos deixam «sem desculpas para não ler nas férias». Dos 24 títulos seleccionados por oito críticos, sete são editados pela Relógio D’Água.
Tiago Cavaco aconselha Da Democracia na América, de Alexis de Tocqueville, e Personas Sexuais, de Camille Paglia.



José Guardado Moreira recomenda Debaixo do Vulcão, de Malcolm Lowry.
Eduardo Pitta sugere As Ligações Perigosas, de Choderlos de Laclos, e Folhas de Erva, de Walt Whitman.
José Riço Direitinho escolhe A Viagem de Felicia, de William Trevor.
Bruno Vieira Amaral elege A Paixão do Jovem Werther, de Goethe.



Hugo Pinto Santos viaja com Don DeLillo em Americana: «A escrita de DeLillo, servida pela excelente tradução de Margarida Periquito, tem o rigor impecável de um teorema — Ratner’s Star (1972) explora o que chamava “conhecimento subterrâneo” da matemática.»



Hugo Pinto Santos visitou ainda A Mão do Oleiro, de Rui Nunes: «Sai-se deste livro como por um corredor de agressões. O seu escuro só apresenta rugosidades, nem uma luz ao fundo do túnel; mas diz-nos mais sobre o obscuro coração humano do que as palavras “de quem frequenta os tratados e encontra neles a ilusão da eternidade”.»

4.7.11

A Relógio D'Água nos media na semana de 27 de Junho a 3 de Julho de 2011




Na Time Out de 29 de Junho, José Carlos Fernandes viaja ao mundo dos surdos com Vejo Uma Voz, de Oliver Sacks: «Oliver Sacks é um respeitado neurologista e um dos mais populares e produtivos escritores de divulgação sobre a mente humana. A sua curiosidade apaixonada pelas múltiplas facetas da condição humana e o seu respeito pelos pacientes levam a que, por mais absurdos que sejam os casos clínicos descritos, os seus livros nunca degenerem num freak show. Vejo Uma Voz tem por assunto os surdos congénitos, que não só estão privados de um sentido como têm dificultada a aquisição de linguagem e a maturação cerebral e a compreensão do mundo a ela associadas e argumenta em prol da linguagem gestual, que, no entender de Sacks, é tão rica e completa com a linguagem oral.»

1.7.11

Novos ensaios da Fundação Francisco Manuel dos Santos




Os cidadãos e as empresas precisam de justiça no tempo em que ela lhes seja útil e não no tempo em que ela pode chegar. Porque se atrasa a justiça portuguesa? Este livro ajuda o leitor a compreender o funcionamento dos tribunais, as dinâmicas das regras processuais, quem são e qual é a acção dos seus principais intervenientes, fornecendo elementos que ajudem a encontrar a resposta para aquela pergunta.



Em apenas 50 anos, a televisão tornou-se o meio de comunicação mais presente na vida da população mundial. Criou uma linguagem própria e venceu pela versatilidade, em modos de expressão e géneros.
No novo mundo da comunicação, informação e entretenimento, urge um debate nacional sobre o serviço público de TV e como concretizá-lo: deverá continuar a cargo de uma empresa que custa um milhão de euros por dia a contribuintes exaustos? Este ensaio faz um ponto de situação sobre a TV de hoje, a TV em Portugal e o caminho a seguir pelo serviço público.



É provável que eu morra nos próximos dez, quinze anos. Tenho filhos e netos, amei e fui amada, escrevi livros, ouvi música e viajei. Poderia dar-me por satisfeita, o que não me faz encarar a morte com placidez. Se amanhã um médico me disser que sofro de uma doença incurável, terei um ataque de coração, o que, convenhamos, resolveria o problema. Mas, se isso não acontecer, quero ter a lei do meu lado. Gostaria que o debate sobre as questões aqui abordadas, o testamento vital, o suicídio assistido e a eutanásia, decorresse num clima sereno. Mas teremos de aceitar a discussão com todos os opositores, mesmo com aqueles que, por serem fanáticos, mais repulsa nos causam. Que ninguém se iluda: a análise destes problemas é urgente.

 

A Relógio D'Água nos media na semana de 27 de Junho a 3 de Julho de 2011




No suplemento «Ípsilon» do Público de 1 de Julho de 2011, José Riço Direitinho visita o «gulag doméstico» de Hora: Noite, da russa Liudmila Petruchévskaia: «um solilóquio em que a ironia e algum humor vão a par do pessimismo mais negro» em que a autora, «finalmente libertada do limbo a que o regime comunista a obrigara durante décadas, dá voz ao seu alter ego, a poeta Anna Andriánovna, viúva na casa dos 50 anos, também ela castigada pelo partido e por isso impedida de ter um emprego, condenada a viver do pouco que consegue arranjar.»
«Na tradição dos grandes autores russos, Liudmila Petruchévskaia tem o talento de explorar o enigma que é a alma humana, especialmente a sua capacidade (que parece inesgotável) de criar o Mal.»

30.6.11

Apresentação de A Morte, de Maria Filomena Mónica




Hoje, 30 de Junho, será apresentado o ensaio A Morte, de Maria Filomena Mónica, o mais recente volume da colecção da Fundação Francisco Manuel dos Santos, numa edição conjunta com a Relógio D’Água.
A apresentação estará a cargo de António Araújo, director da colecção de ensaios, e a autora debaterá o tema do livro com João Lobo Antunes, às 18h15, na Sala Luís de Freitas Branco, no Centro Cultural de Belém.

29.6.11

Nas Trevas Exteriores, de Cormac McCarthy




«A leitura de Nas Trevas Exteriores é, acima de tudo, uma experiência de genuíno desconforto físico, e a intensidade deste desconforto traduz a exacta medida da mestria literária de Cormac McCarthy.»

Paulo Faria, no Prefácio a Nas Trevas Exteriores

28.6.11

A Relógio D'Água nos media na semana de 25 de Junho de 2011




No suplemento «Atual», do Expresso de 25 de Junho, Luís M. Faria escreve sobre O Olhar da Mente, de Oliver Sacks, que «é a mais pessoal das suas obras, por ser onde relata o seu próprio confronto com a doença. Especificamente, melanoma no olho direito, uma experiência que lhe permitiu atravessar os estados de esperança e de terror de um doente normal — pormenorizadamente registados num diário, que compõe o sexto capítulo do livro», que trata ainda de outras patologias relacionadas com a vista.