18.4.11

Rui Nunes entrevistado por Maria Leonor Nunes, para o JL




No Jornal de Letras de 6 de Abril, Maria Leonor Nunes entrevista Rui Nunes, autor do «livro do desamparo», A Mão do Oleiro.
«Uma “peregrinação” pelas “estações” e lugares do “horror”, onde aquele que peregrina perde o nome e se torna anónimo, essa é a “viagem” de A Mão do Oleiro, o novo livro de Rui Nunes (uma edição Relógio D’Água). O resto é o “barro” da poesia, a memória da infância, a violência, a solidão, o corpo, o silêncio e o desamparo das palavras. E da existência. Rui Nunes, 63 anos, é uma das vozes singulares da literatura portuguesa.

As palavras, diz num verso, não são inocentes. Em que sentido?
As palavras carregam uma história de violência. Hoje, mais do que nunca, tenho medo dessa violência, que tem diversas faces: a da certeza, a do poder e a da mentira. Mas infelizmente, só tenho as palavras para dizer. Por isso, é preciso massacrá-las para que, desse massacre, surja uma qualquer inocência. Verdade? Não sei.»

Livros recomendados


No último programa Nada de Cultura, em que foi discutido o futuro das livrarias, Jaime Bulhosa (Pó dos Livros) sugeriu a leitura de Dom Quixote, de Miguel de Cervantes (trad. José Bento), e Caroline Tyssen (Galileu) a de Portugal, Hoje — O Medo de Existir, de José Gil.

Sobre Erros Individuais, de José Miguel Silva


José Miguel Silva conversa com João Bonifácio, aqui.

15.4.11

A Relógio D’Água nos media na semana de 15 a 22 de Abril de 2011




No suplemento «Ípsilon» do Público de 15 de Abril, Maria da Conceição Caleiro escreve sobre a «arte agridoce, discreta e desencantada» d’O Duelo, de Anton Tchékhov: «Há livros e livros, passam por nós autores e autores, maioritariamente medíocres como a vida que levamos e se publica, há os que são bons e que às vezes, por acaso ou não, lemos e ainda os que mudam o mundo e a eternidade: Tchékov é um deles. Edita-se agora a novela O Duelo (1891), uma pérola perfeita.»

14.4.11

Americana, de Don DeLillo




«DeLillo é um homem com uma percepção assustadora.»
Joyce Carol Oates


12.4.11

Cosmópolis começa a ser filmado a 24 de Maio



(imagem retirada do site oficial do filme)

Cosmópolis, de Don DeLillo, editado pela Relógio D’Água, será adaptado ao cinema por David Cronenberg. O elenco conta com actores variados como Robert Pattinson, Paul Giamatti, Samantha Morton, Juliette Binoche e Mathieu Amalric, e tem produção de Paulo Branco.


A Relógio D’Água nos media na semana de 9 a 15 de Abril de 2011



Luís M. Faria, no suplemento «Atual» do Expresso de 9 de Abril, escreve sobre a novela Hora: Noite, de Liudmila Petruchévskaia: «Para quem pensa que a moderna Rússia é realmente moderna, ou que a sua literatura contemporânea nada tem a ver com Dostoievski, esta excelente novela de Liudmila Petruchévskaia serve de útil esclarecimento. Entre Tchékhov e o nouveau roman, o estilo é adequado ao material, e o recurso ao velho esquema dos manuscritos encontrados algures não parece artificioso. Quanto à matéria, podemos descrevê-la como uma versão um bocado mais intensa de alguns vícios familiares portugueses, incluindo a corrupção.»



No suplemento «L/i/V», do jornal i, um dos livros da semana escolhidos por Luís Ricardo Duarte é The Crack-Up e Outros Escritos, de F. Scott Fitzgerald: «“Toda a vida é um processo de demolição.” Quem o diz é F. Scott Fitzgerald, que viveu na pele os altos e baixos da existência humana: o brilho do sucesso, mas também depressões, dívidas, alcoolismo e bloqueios criativos. São todos estes “golpes” que recorda neste conjunto de textos redigidos na fase mais difícil da sua vida. Entre outros temas, o escritor norte-americano fala sobre a era do jazz, o êxito precoce, O Grande Gatsby e o seu declínio.»