29.6.10

Clarice Lispector e A Hora da Estrela no L.A. Times



«Lispector, who died in 1977, was one of Brazil's most highly regarded writers; yet to use such a term is a kind of disrespect to her artistic credo. Her art is a perpetual self-consciousness and self-questioning. It is circuitous as a matter of principle; only that which is off the path of the writer's intention is of value. The artist goes to market to buy a pig; art is the packet of pins she brings back instead.»

«The book club will spend five weeks on "The Hour of the Star," kicking off the discussion with a post by Colm Tóibín on July 6

[Carolyn Kellogg, L.A. Times, 28JUN2010]

28.6.10

Pedro Serrano sobre a tradução de Canções I e II de Bob Dylan


Pedro Serrano relata a sua experiência como tradutor, juntamente com Angelina Barbosa, das Canções de Bob Dylan - do convite do editor às agruras inerentes à opção, sob a égide de Vladimir Nabokov, pela literalidade na tradução.



«Uma tarde, no final do Verão de 2005, telefonou-me o Francisco Vale, editor e proprietário da Relógio d’Água: “Não queres traduzir para português a obra lírica completa do Bob Dylan? Estou a pensar comprar os direitos aos americanos…” Para lá do baque, tentei ganhar tempo: "Deixa-me pensar uns dias..."»

«Metemos Dylan na cabeça como uma obsessão, como uma maldição: comprei os muitos discos que ainda não tinha, encomendei livros, passei dois anos embebido na sua música e embrenhado na leitura do que ele tinha escrito, do que se tinha escrito sobre ele e sobre a sua obra. E, agarradas às suas músicas, às suas letras, vinha o caldo a partir de onde tudo aquilo explodira: as influências literárias, musicais, cinematográficas, as musas; e, como consequência, lá estávamos nós a ler sobre poesia inglesa, baladas escocesas e irlandesas, sobre blues e lendas dos blues, a rever Fellini, Hitchcock e Scorsese. Até debruçados sobre coisas aparentemente menos do domínio das artes como activistas políticos, gangsters, jogadores de basebol e pugilistas, pois Dylan tudo cantou, como qualquer songster que se preze.»

[A ler no blog de Pedro Serrano: Sem Compromisso]

25.6.10

José Riço Direitinho sobre A Flor Azul de Penelope Fitzgerald


«Um romance magistral que narra a estranha e trágica história do primeiro e único amor do poeta do romantismo alemão Novalis, o autor de Hinos à Noite. [...]
Fitzgerald conta a história numa prosa extraordinariamente delicada e elegante, em capítulos curtos. [...]
A Natureza trágica deste amor de Novalis parece já anunciada na sua vida, em variadas situações, mesmo antes de ele conhecer Sophie; é nessa espécie de jogo de adivinhação, de iluminar o caminho para um destino igualmente trágico, que o talento de Penelope Fitzgerald mostra a sua exuberância transformando uma história que poderia ser lamechas numa obra-prima.»

[José Riço Direitinho, Ípsilon, 25JUN2010]

A sair em Julho • Eric Hobsbawm • Sobre a História



Tradução de Miguel Serras Pereira



Eric Hobsbawm, um dos maiores historiadores do nosso tempo, apresenta-nos aqui as suas reflexões sobre a História e a sua importância para nós. Nesta colectânea - que proporciona ao leitor a descoberta de ensaios pouco conhecidos, por vezes dificilmente acessíveis em língua portuguesa - o autor propõe uma reflexão crítica sobre a prática do historiador de hoje e sobre o sentido do seu trabalho, bem como sobre as relações deste com as ciências sociais, a economia, a acção política e, em suma, o conjunto da vida social, entendida nos termos das condições quotidianas da existência da «gente comum».

A sair em Julho • William Wordsworth • Prelúdio



William Wordsworth
Prelúdio
Tradução de Maria de Lourdes Guimarães







«Se alguma vez leram poesia moderna, num certo sentido leram William Wordsworth, ainda que nunca tenham lido as suas obras. Todos os que ainda lêem deveriam ler Wordsworth, porque ele influenciou praticamente todos os poetas que, posteriormente, escreveram em inglês.»
[Harold Bloom, Como Ler e Porquê]



A sair em Julho • Liudmila Petruchévskaia • Hora: Noite


Liudmila Petruchévskaia
Hora: Noite
Tradução de Nina Guerra e Filipe Guerra




Anna Andrianova é uma poetisa banal a viver à margem da cultura soviética que se encontra em desintegração. Dirige uma casa dominada por mulheres - entre elas a sua mãe e a filha, Alyona. Anna consegue agarrar-se ao mito tradicional da toda-poderosa (e sofredora) Rússia matriarcal. A desafiar esse mito está Alyona, com vários filhos ilegítimos, que precisa de Anna e a odeia.



A sair em Julho • Lorrie Moore • Um Portão nas Escadas


Lorrie Moore
Um Portão nas Escadas
Tradução de José Miguel Silva




A história de Um Portão nas Escadas, sobre uma rapariga a entrar na vida adulta, decorre a seguir ao 11 de Setembro numa pequena quinta do Centro Oeste dos Estados Unidos. Sob a superfície lânguida e indolente do romance, a escrita de Moore coloca-nos perante questões como o racismo, o choque da guerra e a negligência praticada em nome do amor.