17.5.10

António Guerreiro sobre Temor e Tremor, de Søren Kierkegaard


«No panorama cada vez mais rarefeito da edição de livros de filosofia, é motivo de regozijo o facto de Kierkegaard nos chegar agora, em português, não apenas através de Temor e Tremor mas também de outro título importante, A Repetição (trad., introd. e notas de José Miranda Justo), que, ao contrário do anterior, foi agora traduzido pela primeira vez.»

«[Kierkegaard] é um não-filósofo, ou mesmo um antifilósofo, para quem a filosofia é a condição negativa e necessária de uma teologia. Ele próprio se designou como poeta, remetendo para uma escrita impura, no sentido em que quebra o monologismo do dicurso filosófico através de recursos literários. Entre eles, a ironia, o humor e o cómico.»

«Na história da filosofia, Kierkegaard representa o momento inaugural da filosofia da existência. Mas a sua actualidade está sobretudo na definição de um trágico moderno que renuncia a encontrar no próprio trágico um momento redentor.»

(in Actual, 15MAI)

Declínio e Queda, de Evelyn Waugh, recenseado por Luís M. Faria


«Declínio e Queda conta a história de Paul Pennyfeather, um tipo de jovem decente e moderado que encontramos noutros livros de Waugh. Aos 20 anos, Paul é apanhado numa brincadeira alheia e vê-se expulso de Oxford, onde estudava Teologia. A partir daí, a sua vida é um contínuo acidente: professor numa estranha escola em Gales, prometido de uma mulher problemática, condenado por um crime que não cometeu... No final, a história acaba "bem", mas em poucos anos Paul aprendeu o que muita gente nunca chega a aprender. Nesse sentido pode-se considerar que Declínio e Queda, além de uma obra-prima do romance cómico, com uma boa dose de frases e diálogos brilhantes, tem algo de Bildungsroman... a sério.»
(in Actual, 15MAI)

Arto Paasilinna na revista Actual


«As Dez Mulheres do Industrial Rauno Rämekorpi confronta-nos com o périplo delirante do protagonista homónimo, um self-made man que acaba de fazer 60 anos e não sabe como desfazer-se da quantidade imensa de flores com que amigos e conhecidos lhe encheram a casa. Obrigado a ver-se livre delas por causa da alergia da mulher, Annikki, Rauno inicia uma viagem algo nostálgica na companhia de Seppo Sorjonen, motorista de táxi expedito e cúmplice, revisitando (sobretudo) antigas amantes a quem oferece os ramalhetes indesejados.»

«O romance confronta-nos com a fantasia pícara e acelerada de Arto Paasilinna e com o seu humor que parece alicerçado no simples bom senso (apesar de, paradoxalmente, As Dez Mulheres do Industrial Rauno Rämekorpi transbordar de nonsense), com a sua escrita simples e precisa, e com os seus divertidos retratos femininos.»
 
(Ana Cristina Leonardo, in Actual, 15MAI)

Novidade: M. F. K. Fisher, A Arte de Bem Servir




Mary Frances Kennedy Fisher foi a grande dama da literatura norte-americana e da gastronomia.

Nasceu em Albion, Michigan, E.U.A., a 3 de Julho de 1908 e, ao longo da sua vida, escreveu numerosos livros, alguns dos quais se tornaram clássicos.

Foi admirada pela sua originalidade e pela sua fantasia, inteligência e estilo. O poeta W. H. Auden não hesitou em ver nela, quase desde o início, «a maior estilista de língua inglesa».

M. F. K. Fisher foi também tradutora de Fisiologia do Gosto de Brillat-Savarin, recentemente publicada nesta editora.

Viajou muito e passou os últimos anos em Glen Ellen, Califórnia. Faleceu em 1992, deixando atrás de si várias obras sobre gastronomia, um livro de memórias sobre as suas amizades e um romance.



«As obras de Mrs. Fisher tratam de comida e de pessoas, temas que a autora está habilitada para abordar com especial competência. Em primeiro lugar, porque a cozinha é para ela um passatempo e não uma profissão. Diversos chefes famosos publicaram as suas memórias, mas quando descrevem os clientes têm a desvantagem de apenas os conhecer à mesa, enquanto que, para Mrs. Fisher, cada convidado é também um amigo, um amante ou um marido, de modo que tem a possibilidade de relacionar os seus hábitos gastronómicos com o conjunto da sua personalidade. Para além disso, não estando confinada à cozinha pelo exercício da profissão, tem muitas oportunidades de jantar em restaurantes ou em casas particulares, sem sentir qualquer inveja profissional.

Em segundo lugar, embora fazendo parte das hostes dos amadores, não deixa de praticar a arte culinária, não se limitando a fazer parte de um clube ou sociedade gastronómica.»
Da introdução de W. H. Auden





Trad. Isabel Lopes da Silva
Introd. W. H. Auden
PVP €17

LIVROS DO DIA : 17MAI : 2.ª-feira



€8 (PVP €14)










Charles Darwin, A Viagem do Beagle
€15 (PVP €25)










Vitorino Nemésio, Mau Tempo no Canal
€10 (PVP €18)










Fiódor Dostoievski, O Jogador
€8 (PVP €14)










Clarice Lispector, Contos
€12 (PVP €20)










€15 (PVP €25)















 

PREÇOS ESPECIAIS


€9 (PVP €14)

Rómulo de Carvalho, A Física no Dia-a-Dia
€9 (PVP €14)

Walt Whitman, Folhas de Erva
€19 (PVP €28)

Lev Tolstói, Anna Karénina
€24 (PVP €35)

Cormac McCarthy, A Estrada
€9 (PVP €14)

Irmãos Grimm, Contos (capa dura)
€13 (PVP €19)



Feira do Livro prolongada mais uma semana



A Feira do Livro de Lisboa será prolongada por mais uma semana, encerrando no próximo domingo, dia 23 de Maio.
Os livros do dia e os preços especiais continuarão assim a ser diariamente anunciados no blog da Relógio D'Água.

14.5.10

Hélia Correia - Sessão de Autógrafos hoje às 17h






Hoje, pelas 17h, Hélia Correia estará junto aos pavilhões da Relógio D’Água para autografar os romances Adoecer, Lillias Fraser e outras obras.