29.7.09

Os «Melhores» Contos de Eudora Welty


A Relógio D’Água irá publicar em breve uma antologia com os melhores contos da autora norte-americana Eudora Welty, traduzida por Miguel Serras Pereira.




Eudora Welty nasceu em 1909, em Jackson, Mississípi, onde passou toda a sua vida.
Na juventude foi fotógrafa, percorrendo os mais variados locais do seu Estado natal e fixando as imagens de uma América profunda que mais tarde fariam parte dos seus contos.
Começou a ser conhecida como escritora depois dos 30 anos e a sua literatura foi marcada por uma espécie de qualidade «fotográfica» de paisagens físicas e sentimentais.
Como diz o escritor Juan Manuel de Prada, «muitas das narrativas de Eudora Welty são protagonizadas por crianças, mulheres cândidas e homens francos, que participam na vida como num banquete, por criaturas que parecem definitivamente imunes ao pecado original». Mas contêm também «episódios de perturbada inquietação, personagens excêntricas e solitárias que escondem uma reserva de sonhos que murcharam, de tentações ilícitas que assomam aqui e ali como uma espécie de pudica mas, ao mesmo tempo, orgulhosa obstinação».
Como a própria Welty escreveu no Prefácio às suas Collected Stories em Maio de 1970: «Têm-me dito, como elogio e crítica, que pareço gostar das minhas personagens. Aquilo que faço quando escrevo sobre uma qualquer personagem é tentar entrar na mente, no coração e na pele de um ser humano que não sou eu. Quer se trate de um homem ou de uma mulher, velho ou novo, com pele negra ou branca, o principal desafio é o salto em si. O acto da imaginação de um escritor sobrepõe-se a tudo.»
Eudora Welty escreveu cinco romances, The Robber Bridegroom, Delta Wedding, Losing Battles, The Optimist’s Daughter e O Coração dos Ponders, bem como uma antologia de contos, The Collected Stories of Eudora Welty.
Em 1971 publicou um álbum de fotografias intitulado One Time, One Place: Mississipi in the Depression – A Snapshot Album.
Ao longo da sua carreira, foi distinguida com vários prémios, entre os quais o Howells Medal for Fiction, em 1965, o Brandeis University Creative Arts and Letters em 1965 e o Pulitzer Prize em 1973.
A sua influência foi grande em vários escritores e designadamente em Truman Capote.
Eudora Welty faleceu em 2001.

Na Relógio D’Água tem editado O Coração dos Ponders.

Este livro reúne aquelas que consideramos serem as dez melhores histórias de Eudora Welty e que confirmam a autora como uma das principais contistas contemporâneas.
Todos os contos — Uma Notícia no Jornal, A Buzina, Clytie, Flores para Marjorie, Uma Cortina de Verdura, Caminho Batido, A Grande Rede, Leito Seco, Recital de Junho, Mulheres na Primavera — foram escritos ao longo de um período de três décadas. Eudora Welty formou com Flannery O’Connor e Carson McCullers o triunvirato feminino do «gótico» do sul dos Estados Unidos. Embora o seu olhar possa ser considerado o mais clemente do triunvirato, a verdade é que partilhou com ele a capacidade de explorar «essas regiões de luz e sombra onde se esclarecem os segredos mais bem guardados da natureza humana».

«A riqueza de um talento como este resiste a um resumo… Ela é sempre honesta, sempre justa. E bastante divertida. As histórias são magníficas.» [Maureen Howard, The New York Times Book Review]

«A ternura irónica de Tchékhov, a expressividade quase selvagem de Maupassant, o aspecto ameaçador de Poe e Bierce, a energia de Henry Green. Tem talvez o melhor estilo mozartiano de toda a literatura inglesa.» [Mary Lee Settle, Saturday Review]

27.7.09

Livros da Relógio D’Água nos Media (Semana de 20 a 26 de Julho)


No suplemento Ípsilon do jornal Público de 24 de Julho, Óscar Faria fala sobre Os Olhos de Himmler de Rui Nunes.

«É um livro imenso, este. Um texto que cruza, por vezes misturando-os, vários tempos, o passado e o presente. Os crimes de Heinrich Himmler – a 4 de Outubro de 1943, o comandante das SS proferiu o discurso de Posen, onde aborda directamente o extermínio dos judeus europeus -, participados por Andreas, que se prolongam na violência contemporânea.»




23.7.09

Livros da Relógio D’Água nos Media (semana de 13 a 19 de Julho)

No Semanário Sol de 17 de Julho, Filipa Melo escreve sobre Que o Diabo Leve a Mosca Azul de John Franklin Bardin (prefaciado por Ana Teresa Pereira), que considera «um dos expoentes máximos de perícia na criação de uma atmosfera ficcional terrivelmente perturbadora».
Filipa Melo acrescenta que o livro «merece uma primeira, uma segunda, uma terceira leitura, para total impregnação dos vários desenvolvimentos do que poderíamos chamar o acorde psicopatológico de Ellen».

16.7.09

Tradutores Literários, Precisam-se

Quase todos os editores têm na sala onde trabalham uma estante repleta para onde relanceiam às vezes um olhar inquieto. São as traduções «encalhadas» à espera de uma revisão que as torne publicáveis.
Resultaram de pedidos feitos a embaixadas para indicarem tradutores do sueco, japonês ou persa e que, apesar dos muitos anos no nosso país, produziram textos num português tão fluente como o dos manuais de aspiradores chineses.
Mas mesmo quando se teve a precaução de pedir a tradução a alguém que tem o português como língua materna, há catástrofes difíceis de corrigir, traduções do inglês, francês, castelhano ou alemão que passam ao lado, em que onde devia surgir «pálido» está «esbatido» e «furtivo» é confundido com «esquivo». E há também expressões idiomáticas tomadas à letra e alguém desastrado (fingers and thumbs) surge «inesperadamente» como tendo «dedos e polegares».
Encontrar um tradutor que tenha, para usar a expressão de Umberto Eco, uma «apaixonada cumplicidade» com o livro que traduz, é quase tão importante como descobrir um novo autor. E mais raro, já que os escritores vêm de qualquer parte do mundo e é difícil encontrar um bom tradutor que não tenha a língua materna como «língua de chegada» (embora não impossível, como o mostram as obras em inglês do russo Nabokov e do polaco Conrad).

Transportar água nas mãos
A tradução entre duas línguas naturais – falamos aqui apenas da literária – consiste em reproduzir um dado efeito emocional e intelectual, através de símbolos de uma outra língua. É, como diz Octavio Paz, «a arte da analogia, a arte das correspondências».
Como se pode constatar, usando um programa de tradução automática de português para alemão e desta língua de novo para a nossa, é um processo que nada tem de mecânico. Podemos fazer o teste com o início de Húmus ou um fragmento do Livro do Desassossego que o resultado é o mesmo, a incongruência. O dicionário e mesmo a enciclopédia são apenas pontos de partida, sendo decisivos a capacidade de contextualizar enunciados, o domínio da semântica e da sintaxe, a cultura geral e a inteligência no entendimento dos sentidos.
A tradução literária é, para usar uma metáfora que ouvi a Hélia Correia, como transportar água nas mãos em concha de um lugar para o outro. Por mais que se estreitem os dedos, perde-se sempre alguma coisa (as traduções que melhoram o original como as de Hölderlin, Rilke, Celan ou Borges são excepcionais).
O essencial é, pois, reduzir as perdas, manter o leitor na ilusão de que quem escreveu aquelas palavras, foi o próprio autor que provavelmente desconhece a língua. Na verdade, quem escreveu o D. Quixote que publicámos foi José Bento – e, no entanto, ao lê-lo, temos a sensação de estar debruçados sobre um texto escrito por Cervantes. O mesmo se poderia dizer de Em Busca do Tempo Perdido na tradução de Pedro Tamen, ou da Ilíada e Odisseia que Frederico Lourenço traduziu.
Para tornar possível esta convenção tacitamente aceite pelo leitor, essa «suspensão voluntária da incredulidade» de que falava Coleridge em relação à ficção, é necessário que os tradutores conheçam a estrutura interna da língua de partida, tenham um completo domínio do português e conheçam o estilo do autor de modo a poderem elaborar um duplo do texto original. Só assim é possível recriar a linguagem e o humor seiscentista de Cervantes, manter a sensação de nostalgia nas longas frases de Proust e ouvir, nos versos de Homero, o estrépito dos combates travados pela conquista de Tróia e o ardiloso regresso de Ulisses a Ítaca.
Ora em Portugal, apesar da crescente necessidade de tradutores criada pela integração europeia e a globalização, não se verifica ainda uma aprendizagem significativa de línguas como o mandarim, o hindu, o russo, o árabe, o japonês, o turco, o finlandês ou o sueco.
Mas até nas línguas ensinadas há problemas.

Tudo começa no ensino
Muitos candidatos a tradutores saídos das faculdades de letras ou dos mestrados do ISLA, dominam razoavelmente o inglês, castelhano, francês ou alemão. Conhecem também, em geral, as diferentes concepções sobre tradução, dos textos de S. Jerónimo ao Dizer Quase a Mesma Coisa de Umberto Eco, passando pelas teses sobre essa «fala pura» que subjaz às línguas de Walter Benjamin, a Paixão Crítica de Octavio Paz e o Depois de Babel de Steiner (há ainda contributos de Schleiermacher, Ortega, Nabokov, Hermann Broch e Javier Marías para aquilo que só forçando a nota se poderia designar por uma teoria da tradução). Muitas dessas ideias são importantes, sobretudo as daqueles que, mesmo sem experiência prática, são capazes de dar múltiplos exemplos como o poliglota Steiner ou que têm uma longa oficina de tradução como João Barrento e que é bem evidente em O Poço de Babel. E, por maioria de razão, é útil conhecer as concepções dos que não apenas traduziram, como Walter Benjamin, mas acompanharam, como Umberto Eco, o trajecto dos seus livros nas mais diversas línguas negociando as inevitáveis perdas e definindo limites interpretativos.
A verdade, porém, é que, apesar desse conhecimento das línguas de partida e do domínio das mais diversas experiências, são raros os bons tradutores de literatura mesmo do inglês, castelhano, italiano e francês.
É que no nosso ensino, os alunos não têm de ler vários livros por mês desde o básico, nem de escrever textos mais tarde discutidos, nem de estudar os clássicos portugueses. E só isso poderia assegurar um adequado domínio das possibilidades expressivas da língua.
Dentro de alguns anos haverá inúmeros portugueses a escrever e falar o anglo-americano. Se deles surgir uma dezena de bons tradutores de Jane Austen ou Cormac McCarthy seria excelente.
É também significativo que, apesar de ter havido milhares de portugueses que estudaram na URSS ou na Alemanha, tenhamos apenas três ou quatro tradutores de russo e meia dúzia de bons tradutores do alemão.

Uma actividade mal paga?
Claro que, chegado aqui, qualquer candidato a tradutor pensará: «Muito bem. É preciso dominar pelo menos duas línguas, ter conhecimentos de semântica, de sintaxe e de estilo e mesmo uma “apaixonada cumplicidade” com o autor. E tudo isto por uns míseros euros por página?»
O trabalho do tradutor literário é de facto mal pago em termos absolutos, mas não em relação aos outros participantes na actividade editorial.
Vejamos o exemplo de um livro traduzido com 340 páginas (nas de tradução, com 1800 bites, serão cerca de 400) e que na livraria custa 15€, tendo uma tiragem de 2000 exemplares e vendendo 1500, o que são valores habituais.
O tradutor recebe por página, de 8€ (casos do inglês, castelhano, italiano ou do francês) a 12€ (russo e alemão), pelo que consideraremos o valor intermédio de 9€. Por cada exemplar vendido, as principais livrarias recebem 38 por cento, o distribuidor 22 por cento, o autor 8 por cento, o tradutor 16 por cento e o editor 16 por cento. Se a tiragem se esgotar, a percentagem do tradutor desce para 12 por cento. Mas é preciso ter em conta que só o autor (no valor da «antecipação») e o tradutor recebem antes da edição e que este último é o único cujo pagamento não depende do número de exemplares vendidos (situação só alterada para certos clássicos no domínio público ou em casos de reedição). O editor e o distribuidor começam a receber pagamentos, em média, três meses após a edição.
Mesmo assim, é preciso que um bom tradutor goste de literatura para fazer dela o seu ganha pão. De outro modo é preferível financeiramente voltar-se para as instituições comunitárias ou nacionais e as revistas técnicas – embora, é claro, existam romances tão áridos como as estatísticas da produção leiteira na Polónia, brilhantes como os catálogos da Gulbenkian e intrincados como as performances de um automóvel.

Um trabalho criativo
Problema diferente é o de reconhecimento do papel dos tradutores, cuja associação, a APT, tem um funcionamento intermitente. Embora sejam equiparados a autores na legislação e os seus nomes figurarem nas páginas de rosto e por vezes nas capas dos livros, vêem poucas vezes analisado o seu trabalho. Ainda é frequente, nas críticas e recensões, não ser sequer mencionado o nome do tradutor. E, no entanto, sem eles não poderíamos ter lido Shakespeare, Cervantes, Tolstói, Rilke, Musil ou Faulkner na nossa língua. Benjamin, Octavio Paz e Steiner consideraram mesmo a tradução algo de muito semelhante à criação literária (Steiner abençoa mesmo a Torre de Babel, por ter multiplicado as línguas e por isso os modos de sentir, embora considere que todo o movimento de significados, até a mais banal das conversas, implica um acto de tradução).
E é também sabido que as línguas inglesa, alemã e francesa foram moldadas pelas traduções da Bíblia feitas por Tyndale, Lutero e Calvino.
Como escreveu Javier Marías: «O tradutor, ao enfrentar a sua tarefa, sente o texto original como uma ausência. O que conta para ele e para o seu trabalho é a ausência desse texto na sua língua, na chamada língua de recepção, e por isso no sistema de pensamento dessa língua. O tradutor não reproduz, não copia, não decalca (…). Plasma sempre pela primeira vez uma experiência única, irrepetível e intransferível; cria na sua língua aquilo que na sua cabeça está noutra língua.»
Francisco Vale

As Aventuras de Huckleberry Finn em nova tradução na Relógio D’Água

«Toda a literatura americana moderna vem de um livro de Mark Twain chamado Huckleberry Finn.» [Ernest Hemingway]

Na próxima semana, a Relógio D’Água publicará uma nova tradução (de Sara Serras Pereira) de As Aventuras de Huckleberry Finn de Mark Twain.


Este livro pode ser interpretado como uma simples história sobre as aventuras de um rapaz no Vale do Mississípi durante a segunda metade do século XIX. Mas a diversidade da experiência humana e as situações humorísticas e dilacerantes por que passa Huck fazem dele uma obra ímpar.
No meio dos mais diversos episódios a solidão faz com que Huck receie não fazer parte do mundo. Mas a solidão é-lhe necessária para sentir a liberdade ou pelo menos, usando a expressão de H. Bloom, «para não renunciar ao desejo de uma permanente imagem de liberdade».
Samuel Langhorne Clemens nasceu em Florida, no Missouri, em Novembro de 1835. Mark Twain, o pseudónimo jornalístico e depois literário que escolheu, era a expressão usada nos barcos do Mississípi pelo homem que deitava a corda de prumo e gritava, quando a sonda assinalava só duas braças de fundo: Mark twain! (Marca duas!). Em 1839, a família deslocou-se para Hannibal. Em 1847, o pai, modesto comerciante, faleceu. Seis anos depois, Mark Twain abandonou Hannibal e viveu, sucessivamente, em St. Louis, Cincinatti, Filadélfia e Nova Iorque. Foi aprendiz de tipógrafo, piloto de barco a vapor, voluntário no exército e pesquisador de ouro no Nevada até se tornar jornalista. Em 1862 começou a publicar artigos no Enterprise de Virginia adoptando o pseudónimo por que ficaria conhecido. Em 1865 escreveu o conto «The Celebrated Jumping Frog of Calaveras County» que se tornou um êxito. Mas foi em 1869 quando – no regresso da sua primeira viagem ao Mediterrâneo, Egipto e Palestina – publicou The Innocents Abroad, que passou a ser um escritor conhecido, tendo o livro vendido 150 mil exemplares. No ano seguinte passou a dirigir o Express de Buffalo e casou-se com Olivia Langdon. O casal fixou-se em Connecticut onde Twain viveu durante dezassete anos como um reconhecido e mesmo popular romancista e humorista. Foi nessa época que escreveu as suas principais obras, entre as quais Roughing It, As Aventuras de Tom Sawyer, Life on Mississipi e a sua obra-prima As Aventuras de Huckleberry Finn, em parte baseada em experiências da sua própria juventude.

13.7.09

Livros da Relógio D’Água nos Media (semana de 5 a 12 de Julho de 2009)

Na Câmara Clara de domingo, dia 5, Miguel Serras Pereira deu uma pequena entrevista sobre Violência de Slavoj Žižek.
No Expresso de 11 de Julho, António Guerreiro (AG) recomenda, nas «Sugestões de Verão», uma outra obra de Žižek, O Sujeito Incómodo, uma das mais sistemáticas do filósofo esloveno.
Na mesma secção do Expresso, Rogério Casanova (RC) recomenda Cão em Fuga de Don DeLillo.
«Um thriller cómico e enérgico, publicado numa fase da carreira em que DeLillo escrevia thrillers cómicos e enérgicos em vez de empoladas candidaturas ao cânone.»

7.7.09

Livros da Relógio D’Água nos Media (semana de 29 de Junho a 5 de Julho de 2009)

No semanário Sol de 3 de Julho, Filipa Melo fala de Cão em Fuga que considera um Don DeLillo vintage.

«Panorama, corpo e movimento, alinhados para o tema maior: conspiração. Fixem-se estas noções, elas regem a técnica original de um dos melhores da cena literária norte-americana.»

Na rubrica «Leituras» da revista LER de Julho, José Mário Silva critica Breves Notas sobre as Ligações (Llansol, Molder e Zambrano) de Gonçalo M. Tavares.

«As ideias dos outros (das outras, neste caso) são apenas combustível para o seu elaborado processo mental, pontos de partida desligados entre si e arrancados aos respectivos contextos, materiais observados a partir de um ponto exterior – suficientemente distante para permitir a perspectiva e a paralaxe, a aproximação e o erro. É esse olhar a dois tempos que leva à descoberta de insuspeitos fios soltos e nexos improváveis.»

José Riço Direitinho aborda igualmente em «Leituras» Os Adeuses de Juan Carlos Onetti. JRD considera que esta novela, a preferida de Onetti, é uma «verdadeira obra-prima da arte de narrar com rigor, delicadeza e inteligência».

Ainda no mesmo número da LER é feita uma recensão a Cão em Fuga de Don DeLillo por José Riço Direitinho e em «Mais Livros Saídos» é referido o livro Os Olhos de Himmler, de Rui Nunes.

No Noticiário da Sic Notícias de quinta-feira, José Gil foi entrevistado por Mário Crespo a propósito do seu mais recente livro, Em Busca da Identidade - o desnorte.