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9.9.15

A chegar às livrarias: O Livro das Estranhas Coisas Novas, de Michel Faber (trad. Inês Dias)





Peter Leigh é um missionário chamado para a viagem de uma vida. Deixando para trás a sua amada esposa – Bea –, embarca num voo para uma terra remota e desconhecida – um lugar onde os habitantes estão sedentos dos ensinamentos da Bíblia.É uma jornada que irá desafiar todas as crenças de Peter, o seu entendimento dos limites do corpo humano e, sobretudo, o seu amor por Bea.
O Livro das Estranhas Coisas Novas é uma narrativa profundamente original sobre aventura, fé e os laços que mantêm duas pessoas unidas, mesmo quando se encontram em mundos separados.

«No cerne de O Livro das Estranhas Coisas Novas está uma questão: quem – ou o que – amas, e o que estás disposto (ou não) a fazer por esse amor? O resultado é um romance espantoso e magnífico, cuja narrativa se assemelha ao motor de uma locomotiva.» [Yann Martel]


«Uma história de fé que irá hipnotizar crentes e não crentes de igual modo. Uma história de amor perante o apocalipse, da presença de humanidade num mundo alienígena – O Livro das Estranhas Coisas Novas é desesperadamente belo, triste e inesquecível.» [David Benioff, co-criador da série da HBO A Guerra dos Tronos]

23.7.13

A chegar às livrarias: Lolita, de Vladimir Nabokov





«Quase quarenta anos depois, este romance tão artificial criou uma nova palavra internacional (“lolita”), inventou uma América — a dos motéis e autoestradas — de que se nutre ainda boa parte da narrativa americana contemporânea, é uma das obras com o inglês mais rico e preciso da literatura deste século e, ao contrário das acusações iniciais de pornografia que teve de sofrer, é talvez — e no que me diz respeito — o romance mais melancólico, elegante e lírico de quantos li.» [Javier Marías in Literatura e Fantasma]

«A única história de amor convincente do nosso século.»
[Vanity Fair]

«Nabokov escreve prosa do único modo que esta deve ser escrita, ou seja, extasiadamente.»
[John Updike]

A chegar às livrarias: O Talentoso Mr. Ripley, de Patricia Highsmith





Tom Ripley tenta estar sempre um passo à frente dos seus credores e da lei. Mas tudo muda quando, inesperadamente, lhe oferecem uma viagem à Europa, uma oportunidade de recomeçar a vida.
Ripley ambiciona ter dinheiro, sucesso e uma boa vida, e está disposto a matar para o conseguir. Quando a sua nova felicidade é ameaçada, a sua reação é tão repentina como chocante.


«Uma escritora que criou o seu mundo próprio… assustadoramente mais real do que a casa do nosso próprio vizinho.» [Graham Greene]

«Um enredo preciso, uma escrita elegante, de uma inteligência ímpar. Muito à frente do thriller convencional: um clássico dentro do seu estilo.» [Evening Standard]

«Um thriller espantoso que merecidamente se tornou um clássico.» [Spectator]

«Por alguma razão obscura, uma das nossas maiores escritoras modernas — Patricia Highsmith — é vista, no seu próprio país, como uma autora de thrillers (…) É certamente uma das escritoras mais interessantes deste sombrio século.» [Gore Vidal]

9.7.13

A chegar às livrarias: animalescos, de Gonçalo M. Tavares





«Gonçalo M. Tavares é um escritor diferente de tudo o que lemos até hoje. Ele tem o dom — como Flann O’Brien, Kafka ou Beckett — de mostrar a forma como a lógica pode servir eficazmente tanto a loucura como a razão.» [The New Yorker]

A chegar às livrarias: Mensagem, de Fernando Pessoa





«Mensagem — o único livro de poesia em língua portuguesa dado a público por Fernando Pessoa — foi impresso em Outubro de 1934. dividido em três partes (“Brasão”, “Mar Português” e “O Encoberto”), este livro, que esteve para se chamar Portugal, incorpora 44 poemas, alguns dos quais já anteriormente publicados em jornais e revistas. (…) Mensagem — uma colectânea identificável com o sinal, necessariamente aleatório, de um nacionalismo místico, esotérico e profetista — pode também deixar visionada, por acrescento, a projecção de um “reino de alma humana continuamente sendo e continuamente ansiosa de mais ser”.» [Agostinho da Silva em Um Fernando Pessoa]

27.7.10

Novidade • William Blake • A União do Céu e do Inferno



Tradução, Introdução e Notas de
João Ferreira Duarte
PVP €17

«Cristo ensinou que o homem se salva pela fé e pela ética; Swedenborg acrescentou a inteligência; Blake impõe-nos três caminhos de salvação: o moral, o intelectual e o estético. Afirmou que o terceiro havia sido pregado por Cristo, pois cada parábola é um poema.
Como Buda, cuja doutrina, de facto, era ignorada, condenou o ascetismo. Nos seus Provérbios do Inferno, lemos: «O caminho do excesso leva ao palácio da sabedoria» (...)
Blake nunca saiu de Inglaterra, mas percorreu, como Swedenborg, os reinos dos mortos e dos anjos. Percorreu as planícies de areia ardente, os montes de fogo compacto, as árvores do mal e o país dos labirintos tecidos. No verão de 1827, morreu cantando.»
[J. L. Borges]


William Blake (1757-1827) nasceu e morreu em Londres e foi talvez o menos contemporâneo dos homens. Na época neo-clássica, que foi a sua, criou uma mitologia pessoal de divindades.
Chesterton, Yeats e Jorge Luis Borges escreveram sobre a sua actividade de visionário, poeta e gravador. Borges considerava-o mesmo um dos «homens mais extraordinários da literatura» pois, em Blake, «a beleza corresponde ao instante em que se encontram o leitor e a obra» numa «espécie de união mística».

Novidade • Pierre Louÿs • O Sexo de Ler de Bilitis

  
Prefácio e Tradução de
Maria Gabriela Llansol
PVP €20



«Mas Pierre Louÿs viu apenas esta [imagem] – um pé-de-libido a nascer de um sexo. Esboçou-se na sandália que atirou à água.
As ancas rodaram em torno do ventre.
Foi como acenar com uma gota a um líquido dormente. Um pé desembaraçou-se da outra sandália. Purificada a planta dos pés, o busto livrou-se da contrariedade do vestido. E, nu, o pé-de-libido deitou-se à água.
E mais não viu. Os seios não voltaram para quebrar a limpidez das águas, nem o corpo flutuou à sua superfície.
Não era Vénus nem Ofélia. Nem sereia anfíbia. Viu, sem saber, uma matéria figural irradiante e enigmática. Uma folha de água caindo às águas. E, como linguagem, um vazio iluminado pelo encantamento – quem é o sexo?»
[Do Prefácio de Maria Gabriela Llansol]


Pierre Louÿs nasceu em Gante, Bélgica, em 10 de Dezembro de 1870, e morreu em Paris em Junho de 1925. Estudou em Paris onde se tornou amigo de André Gide. Ainda na sua juventude interessou-se pelo parnasianismo, cujo autor principal foi Leconte de Lisle, e mais tarde estabeleceu contactos com os poetas simbolistas.

O seu primeiro livro de poesia Astarté foi publicado em 1893. No ano seguinte publicou O Sexo de Ler de Bilitis, considerada a sua principal obra. Como é sabido, Louÿs apresentou os seus poemas como se fossem a tradução de uma poetisa grega contemporânea de Safo. Mas o engano não durou muito e, em breve, o tradutor Louÿs foi reconhecido como autor da obra. São poemas em prosa, em que as educações da natureza e cena eróticas são recorrentes. Estes poemas inspiraram Claude Debussy, que os adaptou como canções para voz e piano.

Pierre Louÿs escreveu também romances como Aphrodite (1896) e La femme et la pantin (1898). Em 1916 publicou uma composição libertina, Manuel de civilité pour les petites filles à l’usage des maisons d’éducation. Num período em que era já atingido por dificuldades financeiras, escreveu, em 1917, Isthi, Poëtique e Pervigilium mortis.

Novidade • Eric Hobsbawm • Escritos Sobre a História


Tradução de Miguel Serras Pereira
PVP €16


Eric Hobsbawm, um dos maiores historiadores do nosso tempo, apresenta-nos aqui as suas reflexões sobre a História e a sua importância para nós. Nesta colectânea – que proporciona ao leitor a descoberta de ensaios pouco conhecidos, por vezes dificilmente acessíveis e inéditos em língua portuguesa – o autor propõe uma reflexão crítica sobre a prática do historiador de hoje e sobre o sentido do seu trabalho, bem como sobre as relações deste com as ciências sociais, a economia, a acção política e, em suma, o conjunto da vida social, entendida nos termos das condições quotidianas de existência da «gente comum».



Eric Hobsbawm nasceu em Alexandria, em 1917, passou os seus primeiros anos em Viena e Berlim, tendo-se fixado na Grã-Bretanha a partir de 1933, depois da tomada do poder por Hitler na Alemanha. Recebeu a sua formação em Cambridge, e é hoje professor emérito de História Social e Económica no Birkbeck College da Universidade de Londres. Boa parte da sua obra – com destaque para títulos como A Era das Revoluções, A Era do Capital, A Era do Império, A Era dos Extremos, ou Tempos Interessantes e Globalização, Democracia e Terrorismo – encontra-se traduzida em Portugal.


9.7.10

Novidade • Edna O'Brien • Raparigas da Província



Tradução de Margarida Periquito
PVP €15


Início dos anos sessenta numa vila rural da Irlanda. Caithleen Brady e a sua atraente amiga Baba, duas raparigas a tornarem-se mulheres, querem abrir asas para o mundo, descobrir o amor e o luxo e o álcool; querem, acima de tudo, divertir-se.

Com uma inocência travessa, astutas ainda que inexperientes, as duas raparigas deixam a escola do convento e chegam às luzes brilhantes de Dublin, onde Caithleen descobre que amantes meigos e ideais raramente existem no mundo real.
 
 
«Acordei num instante e sentei-me na cama bruscamente. Só quando estou ansiosa é que acordo com facilidade; durante um minuto não percebi por que motivo o meu coração batia mais depressa do que o habitual. Depois lembrei-me. O motivo do costume. Ele não viera para casa.»


Imagem de Bruce Weber

Edna O'Brien cartografou, ao longo de mais de vinte livros, a paisagem emocional e psíquica da Irlanda onde nasceu. Muitas vezes criticada no seu próprio país pela frontalidade da sua escrita, O'Brien conseguiu criar um público universal.
O San Francisco Chronicle descreveu-a como «digna herdeira dos grandes nomes da literatura irlandesa», e Le Figaro fez notar que «a linguagem ofegante de O'Brien é comparável à de Faulkner».
Entre os prémios com que foi distinguida contam-se o Irish PEN Lifetime Achievement Award, Writer's Guild of Great Britain, Premier Cavour, American National Arts Gold Medal e Ulysses Medal 2006.
O'Brien escreveu também uma biografia de James Joyce, publicada em 1999.

Novidade • Emily Dickinson • Cem Poemas



Tradução, Posfácio e Organização de
Ana Luísa Amaral
PVP €20



Golpe Mortal, golpe Vital para Os
Que até morrerem não se tornaram vivos -
Que, vivos fossem, morreriam mas
Quando morreram, começou a Vida



Uma Carta: alegria Terrena -
E negada aos Deuses -



Curta Loucura na Primavera
É plena, mesmo para o Rei,
Mas seja Deus com o Aldeão -
Que considera esta tremenda cena -
Esta Experiência em Verde plena -
Como se fosse a sua!

25.6.10

Novidade • Stendhal • O Vermelho e o Negro



Tradução de José Marinho
PVP €24


Stendhal (nome literário de Henri-Marie Beyle) nasceu em Grenoble, França, em 1783. Filho de um advogado, perdeu a mãe muito novo e nunca se deu bem com o pai. Tendo ido para Paris com a intenção de frequentar a Escola Politécnica, ingressou no exército, primeiro como oficial de dragões e em seguida na intendência, onde se conservou durante as guerras do Império.
Entre 1814 e 1830 publicou obras de crítica, viagens e ensaios que passaram quase completamente despercebidos. São desse tempo Histoire de la peinture en Italie (1817), Rome, Naples et Florence (1817), Do Amor (1822, edição da Relógio D’Água), Armance (1823), o único romance desta época, Racine et Shakespeare (1823 a 1825), Promenades dans Rome (1829), entre outros.
Nomeado cônsul em Trieste em 1830, é nesse ano que publica O Vermelho e o Negro. Em 1831 é nomeado para Civita-Vecchia. Por volta de 1832 escreve Vie de Henri Brulard e Souvenirs d’égotisme, a que se segue, algum tempo depois, o Journal. Começa então Lucien Leuwen, romance que aparecerá pela primeira vez em edição completa em 1901. Termina entretanto as Mémoires d’un touriste, a Vie de Napoléon e, em 1839, A Cartuxa de Parma (edição Relógio D’Água), onde, através do protagonista, Fabrizio, exprime o seu entusiasmo por Napoleão, sobre quem já escrevera uma biografia. Em 1839 publica Lamiel, falecendo em Paris em Março de 1842.
As suas variadas aventuras (a que teve com a italiana Angela Pietragrua é narrada por Stefan Zweig no seu livro Os Três Poetas) e desventuras amorosas e a sua profunda compreensão da psicologia humana permitiram-lhe escrever como poucos outros autores sobre o amor. Como escritor foi apenas reconhecido, em vida, por alguns espíritos mais lúcidos, como Balzac e Taine.



«Apesar das numerosas semelhanças entre O Vermelho e o Negro e A Cartuxa de Parma, os dois romances são subtilmente diferentes na sua perspectiva erótica e na representação dos protagonistas de Stendhal. A nostalgia de glória napoleónica não abandona Julien quase até ao fim, mas extingue-se em Fabrizio depois da derrota de Waterloo. O autêntico amor não se apodera de Julien a não ser nos seus últimos dias e, ainda que não existam motivos para duvidar da sua sinceridade, tanto ele como Madame de Rênal sabem que não têm futuro, o que constitui um nada negligenciável motivo para intensificar a paixão.»

«Julien Sorel nada sabe de si próprio; só é capaz de sentir as paixões depois de as simular e tem um inegável talento para a hipocrisia. E, no entanto, Julien mantém o nosso interesse e, mais do que isso, fascina-nos, não somos capazes de sentir antipatia por ele.»
[Harold Bloom, O Futuro da Imaginação]

«Stendhal faz com que o leitor se sinta orgulhoso de ser seu leitor.»
[Paul Valéry]

Novidade • Peter Sloterdijk • Cólera e Tempo




Tradução de Manuel Resende
PVP €20


 
«Assim, o caminho que conduz à compreensão das catástrofes que acabámos de sofrer e das que se anunciam passa num primeiro tempo pela recordação da teologia. A associação da cólera e da eternidade era um axioma cristão. Teremos de mostrar como, a partir daí, se pôde desenvolver a constelação da cólera e do tempo — ou da cólera e da História. No decurso dos nossos decénios, caracterizados pelo neo-analfabetismo religioso, esquecemo-nos praticamente de que o discurso de Deus no monoteísmo incluiu também sempre um Deus colérico. Ele é o grande impossível da nossa época. E se ele estivesse a trabalhar, subterraneamente, para voltar a ser nosso contemporâneo? Antes de chamar de novo a atenção para esse personagem soterrado nos escombros da História, é útil examinar mais precisamente as condições gerais da economia da cólera.»
Da Introdução


«As análises mais importantes deste livro são as consagradas às mutações judaico-cristãs da cólera. Na Grécia Antiga podia exprimir-se directamente a cólera. Mais tarde só foi possível a sua sublimação, adiamento, recalcamento ou transferência.»
Slavoj Žižek


Peter Sloterdijk nasceu em Karlsruhe, em 1947. É catedrático de Filosofia na Hochschule für Gestaltung, de Karslruhe. Formado na escola de fenomenologia, do existencialismo e da teoria crítica é, actualmente, o mais inovador e expressivo pensador alemão.
Da sua vasta obra, a Relógio D’Água publicou A Mobilização Infinita, O Sol e a Morte – Diálogos com Hans-Jürgen Heinrichs, O Estranhamento do Mundo, Palácio de Cristal – Para Uma Teoria Filosófica da Globalização e A Loucura de Deus.

25.5.10

Novidade • Maria Andresen • Lugares, 3



LUGARES, 3
Maria Andresen

 PVP €12






«CARLOS V NA BATALHA DE MUHLONBERG»
(quadro de Tiziano)

Muito antes da Melancolia já ele no cume do triunfo a conhecia
di-lo o penumbroso final do dia,
o negro do cavalo, a escarlate sela, a lança atravessando a tela;
di-lo a posição do rei, enquanto cavaleiro; di-lo o olhar perdido no vento
a solidão do poder como um levantamento





Maria Andresen de Sousa Tavares nasceu no Porto mas sempre viveu em Lisboa. Tem escrito e publicado poesia e ensaio. Num caso e noutro interessam-lhe principalmente a reflexão sobre a poesia de outros poetas, a poesia como modo do pensamento que excede as fronteiras do género e, mesmo, da linguagem; a reflexão sobre o cinema e a sua grande proximidade à poesia.


21.5.10

Novidade • Henry Green • Amores



AMORES
Henry Green


Tradução de José Miguel Silva
PVP €16


Passado num solar durante a II Guerra Mundial, Amores é uma história sobre a vida de uma aristocracia em declínio e das relações entre os seus numerosos criados.

«Um dos melhores escritores ingleses.»
[W. H. Auden]


«Os livros de Green permanecem tão sólidos e brilhantes como pedras preciosas.»
[Anthony Burgess]




Henry Green era o pseudónimo de Henry Vincent Yorke, que nasceu em 1905 perto de Tewkesbury, em Gloucestershire, na Grã-Bretanha. Estudou em Eton e Oxford e tornou-se depois director de uma empresa de engenharia. O seu primeiro livro, Blindness (1926), foi escrito quando andava na escola e publicado na altura em que frequentava Oxford. Durante a II Guerra Mundial foi bombeiro em Londres. Entre 1926 e 1952 escreveu nove romances, Blindness, Living, Party Going, Caught, Amores, Back, Concluding, Nothing e Doting, e um livro de memórias, Pack My Bag.
Henry Green morreu em 1973.



Novidade • Giorgio Agamben • Nudez




NUDEZ
Giorgio Agamben


Tradução de Miguel Serras Pereira
PVP €16


Tal como em Profanação, Giorgio Agamben reúne neste livro um conjunto de breves ensaios relacionados com temas actuais da sua investigação. Estes vão da festa, que o autor relaciona com a bulimia contemporânea, até à nudez, cujas ligações com a teologia são analisadas.
Outros temas abordados por Agamben são o do corpo glorioso do beato, que tem estômago e órgãos sexuais e que, no entanto, não se alimenta e não faz amor, ou então a nova figura da identidade pessoal que os dispositivos biométricos estão a impor à humanidade.
O ponto de fuga para que convergem todos estes temas é o da inactividade, entendida não como ócio ou inércia, mas como paradigma da acção humana e de uma nova política.
O pensamento de Agamben percorre assim uma espécie de terra de ninguém, movendo-se através de uma escrita que vai delineando um universo próprio, feito de pensamento, literatura e de incursões na filologia, situando-se entre o apontamento metafísico e as anotações sobre os costumes mais recentes.





Giorgio Agamben é professor de filosofia na Universidade de Veneza. É autor de uma vasta obra publicada em numerosos países. Entre os seus títulos mais importantes destacam-se Homo Sacer (1995), La comunità che viene (2001), Stato di eccezione (2003) e Il sacramento del linguaggio (2008).


Índice
Criação e salvação
O que é o contemporâneo?
K.
Da utilidade e dos inconvenientes do viver entre espectros
Sobre o que podemos não fazer
Identidade sem pessoa
Nudez
O corpo glorioso
Uma fome de boi
O último capítulo da história do mundo



18.5.10

Reedição • Djuna Barnes • O Bosque da Noite



O BOSQUE DA NOITE
Djuna Barnes



Tradução de Francisco Vale e Paula Castro
Prefácio de T. S. Eliot
PVP €17





Djuna Barnes nasceu a 12 de Junho de 1892 numa cabana feita de troncos em Cornwall-on-Hudson nos EUA. A sua mãe era uma inglesa que desejava ser poetisa e o pai um norte-americano, escritor, pintor e músico itinerante. Com eles vivia a sua avó Zadel Barnes, feminista e espiritista. Quando Djuna tinha cinco anos, o seu pai levou para casa uma amante de quem teve vários filhos, que Djuna ajudaria a criar.

A família viveu em diversos locais, acabando por se instalar em Huntington (Long Island). Zadel ensinou Djuna a escrever e o pai deu-lhe aulas de desenho, pintura e música. Ainda criança, Djuna leu numerosos romances e obras poéticas.

No Verão de 1910, Djuna viveu em Bridgeport com Percy Faulkner, a quem o pai e a avó a «entregaram». Dois anos depois partiu com a mãe e os irmãos para Nova Iorque, onde frequentou o Instituto Pratt de Brooklyn. No ano seguinte começou a publicar artigos no Brooklyn Eagle. A partir daí, Djuna Barnes terá relações amorosas tanto com homens como com mulheres, esforçando-se sempre por preservar a sua vida privada.

Em 1915, termina a sua ligação com Ernst Hanfstaengl, provavelmente o homem que mais terá amado e veio a ser mais tarde um dos animadores da corte de Hitler.

Djuna estuda depois na Art Students League de Nova Iorque. Em 1917 casa com o pacato Courtenay Lemon, com quem viveu em Greenwich Village durante três anos.

Em 1921 viaja como correspondente para Paris, onde conhece a escultora Thelma Wood, com quem viveu vários anos. A sua presença era notada, sendo ambas elegantes, decididas e inesperadas. Thelma embriagava-se com dinheiro que arrancava a Djuna, que muitas noites tinha de a procurar pelas ruas de Paris, ciumenta e preocupada. É nessa época que Djuna convive com autores e artistas expatriados, como Gertrude Stein, James Joyce e Ezra Pound. Chegam testemunhos desse período que a recordam calada em agitadas reuniões, recolhida numa tímida superioridade, e outros que a descrevem como uma mulher brilhante, dada à imitação, à impertinência e ao riso.

Dois anos depois publica A Book, um livro de contos. Em 1928 edita Ryder e Ladies Almanack e no ano seguinte separa-se de Thelma e regressa a Nova Iorque.

De regresso a Nova Iorque trabalha em O Bosque da Noite, que apresentará mais tarde em entrevista a Emily Coleman como o «monólogo de uma alma que fala consigo mesma em plena noite».

O Bosque da Noite será publicado pela Faber em 1936 e no ano seguinte nos EUA. Djuna escreveu e reviu O Bosque da Noite em companhia de Peggy Guggenheim, que a ajudou financeiramente quase toda a vida. A narrativa inspira-se na dor que lhe causou a ruptura com Thelma Wood, embora transcenda qualquer referência autobiográfica.

Entre as paixões que Djuna despertou nessa época estava a de Carson McCullers.

Pouco depois, Djuna vendeu o seu apartamento em Paris e instalou-se em Londres com Silas Glossop. Entretanto tornara-se alcoólica e em 1939 é internada numa clínica. A partir de 1940, levou uma vida solitária num andar minúsculo de Greenwich Village, onde escreveu poesia e o bestiário Creatures in an Alphabet.

Em 1950, Djuna Barnes viaja pela última vez pela Europa no Queen Mary, deixa de beber e a sua obra literária vai sendo conhecida num círculo restrito. É visitada por amigos e escritores, entre os quais Malcolm Lowry, que a encontrou a pintar «um demónio “semifeminino”» e foi por ela repreendido devido ao êxito de Debaixo do Vulcão. Em 1961, a sua peça The Antiphon estreia no Teatro Real de Estocolmo.

Aos 90 anos, Djuna Barnes é internada no asilo de Doylestown na Pensilvânia e falece em Junho desse ano em Patchin Place.

  

«Uma das três grandes obras em prosa jamais escritas por uma mulher.»
[Dylan Thomas]



«Gostaria de preparar o leitor para encontrar aqui um grande feito de estilo, a beleza da expressão, o brilho do espírito e da caracterização de personagens e um género de horror e fatalidade de muito perto aparentado com a tragédia isabelina.»
[Do prefácio de T. S. Eliot]


«Um livro que revela imediatamente a presença de um novo escritor dotado de um espantoso poder de expressão… uma riqueza espontânea de imagens e alusões, uma negra fecundidade do discurso, alarmante e irresistível como um mar em fúria.»
[Graham Greene]

«Li O Bosque da Noite ontem – Que prosa maravilhosa – É assim que eu quero escrever – de forma rica e rítmica – prosa densa e sonora que coincide com as ambiguidades míticas que são tanto a origem como a estrutura de uma experiência estética simbolizada pela linguagem.»
[Susan Sontag]

 
«Um dos maiores livros do século XX.»
[William Burroughs]


Reedição: Virginia Woolf, Orlando


«Da magnífica residência dos Sackville-West, o castelo de Knole, Virginia faz a moldura da sua biografia fantástica; de Vita, herdeira de uma das maiores famílias de Inglaterra, o modelo do seu herói. Homem e depois mulher, mas sobretudo homem e mulher, Orlando poderia ter saído com todas as suas armas do cérebro do Aristófanes do Banquete (...). Virginia Woolf não se sente apenas tentada pela originalidade antropológica de Orlando. O que a interessa no personagem é a inumerável variedade de combinações possíveis que permite a ausência das obrigações humanas habituais. (...) Tesoureiro ou embaixador, perseguidor de raparigas ou exaltado, trocando as calças pelas saias ou refugiando-se na sua tebaida de campo para escrever o seu poema, a sua natureza dupla presenteia-o não com duas nem com dez, mas com cem vidas diferentes.»
Monique Nathan, em Virginia Woolf

Trad. Ana Luísa Faria
€15

17.5.10

Novidade: M. F. K. Fisher, A Arte de Bem Servir




Mary Frances Kennedy Fisher foi a grande dama da literatura norte-americana e da gastronomia.

Nasceu em Albion, Michigan, E.U.A., a 3 de Julho de 1908 e, ao longo da sua vida, escreveu numerosos livros, alguns dos quais se tornaram clássicos.

Foi admirada pela sua originalidade e pela sua fantasia, inteligência e estilo. O poeta W. H. Auden não hesitou em ver nela, quase desde o início, «a maior estilista de língua inglesa».

M. F. K. Fisher foi também tradutora de Fisiologia do Gosto de Brillat-Savarin, recentemente publicada nesta editora.

Viajou muito e passou os últimos anos em Glen Ellen, Califórnia. Faleceu em 1992, deixando atrás de si várias obras sobre gastronomia, um livro de memórias sobre as suas amizades e um romance.



«As obras de Mrs. Fisher tratam de comida e de pessoas, temas que a autora está habilitada para abordar com especial competência. Em primeiro lugar, porque a cozinha é para ela um passatempo e não uma profissão. Diversos chefes famosos publicaram as suas memórias, mas quando descrevem os clientes têm a desvantagem de apenas os conhecer à mesa, enquanto que, para Mrs. Fisher, cada convidado é também um amigo, um amante ou um marido, de modo que tem a possibilidade de relacionar os seus hábitos gastronómicos com o conjunto da sua personalidade. Para além disso, não estando confinada à cozinha pelo exercício da profissão, tem muitas oportunidades de jantar em restaurantes ou em casas particulares, sem sentir qualquer inveja profissional.

Em segundo lugar, embora fazendo parte das hostes dos amadores, não deixa de praticar a arte culinária, não se limitando a fazer parte de um clube ou sociedade gastronómica.»
Da introdução de W. H. Auden





Trad. Isabel Lopes da Silva
Introd. W. H. Auden
PVP €17

11.5.10

NOVO LIVRO DE JOSÉ GIL: O DEVIR-EU DE FERNANDO PESSOA



«A poesia de Pessoa contém uma característica intrigante, de que se fala muito e que se interroga pouco: o seu poder de captura. Entrar em Pessoa é um perigo: eventualmente não mais de lá se sai. Conheço pessoanos que dedicaram a vida inteira ao estudo da sua obra e nutrem por ela, depois de décadas de convivência íntima e constante, amor e ódio, exasperação, paixão, sufoco, admiração sem fim, e novamente claustrofobia, hostilidade.
Nesta gama de mixed feelings, há de tudo: pessoanos que o tratam por tu, como se estivesse vivo e presente em carne e osso, outros que imaginam cenas eróticas com Ofélia como se descrevessem cenas reais, etc., etc. Entraram tão profundamente em Pessoa que se tornaram Pessoa - julgam eles, e têm razão, porque, em parte, o Pessoa deles é aquele em que ele os tornou.»
(Do ensaio «Devir-Pessoa»)



ÍNDICE

Devir-Pessoa
A Cidade e o Quarto de Bernardo Soares
A Máquina de Amor de Ofélia-Fernando Pessoa
O Inconsciente da Sensação na Passagem das Horas




10.5.10

NOVO LIVRO DE ANA TERESA PEREIRA: INVERNESS



- Chove muito nas ilhas do Norte - comentou ele.
- Sim. Durante meses inteiros. Acho que me tornei melacólica muito cedo.
Ele sorriu.
- Por causa da chuva?
- E a minha noção do tempo... Hoje, amanhã ou dentro de uma semana, é igual para um habitante das ilhas.
De repente, começou a rir. De alegria pura. Só por estar com ele.
Quando a chuva diminuiu continuaram a andar.
- Nasceste numa das ilhas?
- Nasci em Inverness.
- Inverness - repetiu ele. - A palavra sempre me fascinou.
- Fica na foz do Rio Ness.
- Eu sei.
- Quando tinha quatro anos, a minha mãe morreu. E o meu pai começou a dar aulas nas ilhas, e levou-me com ele.
- Durante muito tempo?
- Mais de cinco anos.
- As flores selvagens de Benbecula, a areia branca e sem fim de Berneray...
Estavam perto do rio, e sentaram-se num banco. Kate continuou a falar, e daí a pouco sentiu que a mão dele agarrava a sua. Quase distraidamente, levou a mão dele aos lábios.