2.6.21

Sobre Uma Vida de Aldeia, de Louise Glück

 



«O registo de Glück expande-se aqui. Nos versos de Uma Vida de Aldeia, a autora intercala os monólogos filosóficos, que marcam, por exemplo, Averno, e os diálogos prosaicos com um novo fôlego narrativo, que irá acentuar-se na obra que se lhe segue, Noite Virtuosa e Fiel. […]

Na estranheza desta aldeia onde os seus habitantes parecem pormenores acidentais e precários na sua superfície, todos os caminhos vão dar à noite escura. Mas não sem a sua criadora renovar a cada crepúsculo recortado pela janela da consciência os votos com o seu corpo, declarando-lhe, em jeito de despedida e de elegia, que “não é da Terra que irei sentir falta, / é de ti que irei sentir falta” (“Encruzilhada”, p. 137).» [Ana Matoso, Brotéria, Maio-Junho 2021]


Uma Vida de Aldeia (tradução de Frederico Pedreira) e outras obras de Louise Glück estão disponíveis em https://relogiodagua.pt/autor/louise-gluck/

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